[VÍDEO] Mistério sobre o que está debaixo da água da Barragem do Rio São Bento é desvendado

Para quem estava curioso em saber, como está a região submersa da torre da igreja e seus arredores na Barragem do Rio São Bento, os mergulhadores Dácio Alexandrino e Alexandre Régio Gomes (Kaleb), tiraram a dúvida, no último domingo,21, quando percorreram a fauna e a flora desenvolvida no local. “Estou bastante feliz por ter realizado um mergulho tão interessante, desvendando mistérios e aprendendo um pouco mais sobre nossa história. Espero que essa aventura sirva de estímulo para que as pessoas curtam ainda mais sua história e belezas regionais, em especial, o adorável povo de Siderópolis e região”, destaca Dácio.

Sobre o mergulho

Com temperatura ambiente em torno de 25 graus, a média na água ficou em 16 graus com visibilidade média. Em seu relato, Dácio conta que apesar de estarem executando um mergulho em pleno inverno, o dia foi perfeito.  “O fundo estava lamacento, mas a medida que nos aproximamos da igreja, a visibilidade aumentou para uns quatro metros. Com isso, a maior parte das cenas foram feitas bastante próximo das estruturas (pois quando nos afastávamos demais para obter um plano aberto, a igreja desaparecia na “neblina” por assim dizer). Mesmo nestas circunstâncias conseguimos obter cenas superinteressantes do local: sua estrutura externa, seu entorno, seu interior e um pouco da vida marinha em sua região”, revela.

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O mergulho ocorreu de modo suave, sem surpresas nem quaisquer incidentes. Os mergulhadores partiram da margem, descendo uma área íngreme de pedras de contenção da barragem e iniciando a 300 metros da igreja. A orientação foi realizada por uma bússola. “Vencemos o percurso de 300 metros submersos, emergindo apenas quando estávamos já a poucos metros do destino”, relata o mergulhador.

E como está a torre?

A Torre da igreja está intacta, seu revestimento cerâmico permanece o mesmo sendo que apenas as partes metálicas e madeira sofreram a ação do tempo. No entorno, várias paredes derrubadas ainda exibem um revestimento cerâmico bem conservado. A visibilidade na região da torre é superior aos demais pontos na barragem – possivelmente porque seu entorno é coberto por concreto e partes da igreja demolida.

Mas a surpresa mais agradável foi a presença de vida abundante. Em todo o percurso, a presença de peixes era tímida: um ou outro peixinho cruzou nosso caminho. Mas ao chegar na igreja, vimos cardumes de peixes com mais de 30 exemplares. “Creio que eles utilizem a área como forma de se proteger de predadores: mais lugares para se esconder. Um fato interessante, já que o local era originalmente uma igreja”, conta o mergulhador.

Por meio de uma janela frontal da torre, os mergulhadores conseguiram acesso ao seu segundo andar. “Uma pequena área fechada que ficava entre a entrada da igreja com seus arcos e parte superior onde ficava o sino. É um local bastante misterioso e interessante, com uma pequena entrada de luz no teto de onde se pude ver toda a parte superior da torre”, informa.

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