UFSC escolhe hoje o seu novo reitor

Se essa fosse uma eleição municipal, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) estaria entre as 30 principais cidades catarinenses em número de eleitores. No último pleito para escolha de prefeito e vereadores, a cidade de Imbituba contou com 34.751 eleitores, um pouco mais do que é esperado para a consulta pública para reitor da universidade, que será realizada nesta quarta-feira, 28, das 8 às 21 horas, nos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville.

Os 34.643 eleitores deverão comparecer aos 17 locais de votação e contabilizar a escolha por um dos três candidatos em uma das 64 seções eleitorais. Em comparação ao pleito de 2015, a UFSC teve uma redução de 4.200 eleitores. Estão atualmente aptos a participar, por categoria: 29.045 estudantes, 3.134 técnico-administrativos e 2.464 docentes.

Nas urnas, os votantes encontrarão afixados cartazes contendo informações sobre os candidatos na seguinte ordem: 52, Ubaldo Cesar Balthazar; 57, Edson Roberto De Pieri; 80, Irineu Manoel de Souza, com a respectiva foto de cada um deles.

Para que a consulta pública possa acontecer, diversos fatores foram fundamentais. Uma Comissão Eleitoral com seis membros foi instituída na UFSC em novembro de 2017, por meio da Portaria n° 001, composta por representantes docentes, discentes e técnico-administrativos dos segmentos ANDES/UFSC, APG/UFSC, APUFSC, DCE/UFSC e SINTUFSC, para atuar na organização da consulta. Representantes nos campi foram nomeados para colaborar com a Comeleufsc com o envio de informações.

Também foi necessário conseguir o número mínimo de 576 mesários, entre servidores e estudantes, para atuarem no dia de votação em 1º turno. Ainda, a parceria com o Tribunal Eleitoral Regional (TRE/SC) tem sido fundamental para capacitar os mesários que trabalharão pela primeira vez em um processo eleitoral, como também para que a universidade contabilize os votos em urnas eletrônicas e conte com a presença de técnicos do TRE em cada um dos campi da UFSC no dia de votação.

A movimentação eleitoral na UFSC envolve investimentos financeiros (R$ 13 mil ao TRE), de tempo por parte dos servidores e estudantes, e de infraestrutura para remanejar e adequar os locais de votação. Entretanto, como se trata de uma consulta pública, o fato do voto não ser obrigatório faz com que o comparecimento às urnas seja geralmente baixo. Em 2015, somente 36% da comunidade universitária votou no 1º turno. Na categoria estudantes, o índice é o mais baixo: somente 30% compareceram às urnas. A categoria docente é a que mais exerceu o direito ao voto, com 77% de comparecimentos, seguido da categoria técnico-administrativa, com 69,5% de presença.

Para as estudantes Tatiane Maidanchen, 9ª fase do curso de Farmácia, e Fabiana Raquel Coelho, 3ª fase do curso de Fonoaudiologia, é fundamental que os estudantes utilizem esse espaço para fazer valer os seus direitos. “Sempre participo das eleições da UFSC e amanhã vou votar, mas ainda estou indecisa. Acredito que votar é a hora de exercermos o nosso papel, porque quem não vota não tem o direito de reclamar depois”, diz Tatiane. Para Fabiana será a primeira votação na UFSC, e ela pretende participar: “Acho ruim não votar, porque se temos a oportunidade de fazer valer o nosso voto, temos que estar engajados e exercer o nosso direito, depois não dá pra reclamar.”

O voto é presencial e não pode ser efetivado em trânsito. Para exercer o seu direito, o eleitor deve apresentar um documento oficial com foto ou o seu crachá institucional.

 

Por Nicole Trevisol /Jornalista da Agecom /UFSC

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