Mulheres Afro-Latino-Americano e Caribenha são homenageadas em Criciúma

“Nós precisamos nos enxergar como mulheres negras, e as mulheres não negras têm que entender o privilégio que elas vivem em não tem a nossa cor de pele. As oportunidades que nos são negadas, os espaços, os direitos, são pela nossa cor de pele”.

Essa foi a fala de Janaína Damásio Vitório, em vídeo reproduzido durante Sessão Especial no Legislativo de Criciúma, nesta quarta-feira, 31. Ela foi uma das homenageadas, por proposição do vereador Aldinei Potelecki (PRB). “Representamos muitas que não estão aqui. Somos muitas, e hoje, cada uma de nos contribuiu para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e humana, para transformação contínua e melhora constante em nossa sociedade”, acrescentou Janaína.

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No plenário da Casa, Glades Alzira Costa, Ivana Beatriz dos Santos, Janaína Damásio, Teresinha Martins e Valdirene Anacleto receberam homenagem em alusão ao Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha.

Fortalecer as organizações de mulheres negras de Santa Catarina

O objetivo da solenidade é ampliar e fortalecer as organizações de mulheres negras do Estado, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. “Essa geração que vem aí está tendo mais opções do que a minha, de fazer a diferença, mas é preciso coragem para enfrentar uma sociedade racista, excludente e cruel. A palavra é coragem”, pontuou Terezinha Martins.

A presidente do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial (Compirc), Conselheira do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, ambos do município de Criciúma, e presidente da ONG de Mulheres Negras prof. Maura Martins Vicência, Maria Estela Costa da Silva, lembrou que este ato é de movimento. “Mas ainda não conseguimos a visibilidade tão sonhada. É preciso ter lugar para nós. Penso que somos humanos e podemos sim, caminhar lado a lado. Queremos respeito, o nosso lugar. Que negros e brancos possam caminhar lado a lado”, comentou.

O secretário de assistência social, Paulo César Bitencourt, que representou o prefeito, destacou que essa Casa também tem um respeito muito grande pela negritude, em nossa cidade. O vereador Aldinei Potelecki (PRB), autor da homenagem, enfatizou as conquistas de cada uma. “Que a vida e luta dessas mulheres venham servir de inspiração para todos nós”.

Sobre o dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha

O Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra.

A fim de discutir as questões étnico-racial, de gênero e xenofobia, a data foi sancionada, no Brasil, em 2014, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza tornou-se símbolo de liderança e luta pela liberdade devido à sua trajetória no século XVIII. Benguela resistiu à escravidão por mais de 20 anos e chefiou a estrutura econômica, administrativa e política da comunidade.

Colaboração: Dani Savi/Assessoria 

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