Moradores de Morro Albino e São Domingos cobram abastecimento

Em razão da falta de abastecimento de água nas comunidades do Morro Albino e São Domingos, a Comissão de Obras da Câmara Municipal de Criciúma esteve ontem, nas localidades para verificar a atual situação dos moradores. O presidente da Comissão, Ademir Honorato (MDB), percorreu os bairros junto com o engenheiro sanitarista, Alex Benedet, e o técnico em saneamento, Danilo Teixeira Vieira, ambos profissionais da Casan.

Hoje em torno de 30 famílias não possuem o abastecimento. A perspectiva de mudança surgiu com a implantação do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) e da Penitenciária Sul, quando o Governo do Estado anunciou medidas compensatórias às comunidades, em razão desta construção. Mas, segundo a população a medida não está sendo cumprida.

“Conforme as audiências públicas e as reuniões ficou decidido melhorias para a população, como pavimentação e o abastecimento de água. Mas quando o sistema começou a ser instalado a água veio apenas até a frente do Case, então, teria que estender ainda 1,5km a frente para atender as comunidades”, explica o presidente da Comissão de Obras, vereador Ademir Honorato (MDB).

Comunidade reivindica melhorias

Há alguns anos, devido essa condição, alguns moradores começaram a ser atendidos pela Samae Araranguá, como o agricultor Pedro Gonçalves Cardozo, morador há treze anos do São Domingos. “Quando não tinha o Samae passávamos muito trabalho. Saía por aí de carro pra ver se encontrava água para o gado. Eu tinha um monte de gado e fui obrigado a vender tudo, porquê não tinha água. A prefeitura tratava de trazer, tinha caixa d’água aqui, mas não trazia”, conta o agricultor.

Para a professora Rosane Castelan, não é diferente. Moradora desde 1996 do bairro Espigão da Pedra, limite de Araranguá e Criciúma, conta que não houve interesse por parte da Casan para instalar os serviços. “Hoje, nós temos água encanada e potável há uns dois anos através do Samae Araranguá. Mas, foi uma luta pois naquele momento que fomos pedir para a Casan vir até aqui, não foi possível atender porquê a rede não comportava, na ocasião.

Situação próxima de ser resolvida

“Já havíamos recebido alguns pedidos, além disso, hoje tivemos conhecimento de outras famílias através do vereador. O processo funciona assim: quem está interessado na ampliação de rede deve fazer o pedido com a Casan. Depois disso, vai para o setor de engenharia, onde vai ser avaliado a viabilidade técnica e financeira. Quando não há viabilidade financeira, a questão social permite que a Casan amplie para que essas pessoas tenham água”, declara o técnico em saneamento, Danilo Teixeira Vieira.

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