Jorge Boeira: “Deixa a gente trabalhar”

Assistimos atônitos a discussão entre poderes da república os quais eu entendia serem os pilares da democracia, mas após este sete de setembro estou convencido que a democracia é sustentada pelo povo que trabalha, de sol a sol, no campo e nas cidades. É o povo que produz e paga impostos. E o povo somos nós, empresários e trabalhadores que formam o setor produtivo deste país.

Precisamos de previsibilidade para investir e gerar crescimento econômico, emprego e a renda que dará segurança para os trabalhadores criarem seus filhos.  Precisamos de infraestrutura para escoar a produção agrícola, de melhorias nos níveis de educação e de investimentos em pesquisa, ciência e tecnologia, como condição essencial para crescer. Precisamos desenvolver uma matriz energética sustentável, sem a qual corre-se riscos desnecessários. Portanto, o que pedimos ao governo é que não atrapalhe, que faça o “feijão com arroz” e deixe a gente produzir.
Não se constrói uma nação e, o futuro dela, com brigas, ameaças e com palavras de efeito para se ganhar eleição. Basta!!! A sociedade viu-se desprotegida e paga caro, sente no bolso, essa disputa que não leva o Brasil para lugar algum.
Queremos um presidente confiável e que respeite o dinheiro público. Que tenha clareza nos seus atos e nas suas intenções. Que esteja focado na solução dos problemas reais do país, que priorize a aprovação das reformas estruturais. Precisamos de um ambiente de negócios descontaminado das crises políticas, sem o qual se torna inglorioso lutar no dia a dia dentro da indústria.

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O empresariado vive há quase dois anos momentos de angústia. Muitas empresas fecharam as portas interrompendo o sonho de milhares de pessoas. Queremos um presidente que tenha clareza que o país não pode pegar dinheiro emprestado apenas para pagar despesas e, assim, quitar uma dívida constituindo outra. Precisamos, sim, de financiamento para investir em projetos prioritários que propiciem crescimento econômico. Quando vamos comprar uma máquina na indústria é avaliado se o investimento é capaz de gerar receita para pagar a prestação e ainda ter lucro. Se a resposta é sim, vale o financiamento. No setor público, o investimento que se faz, precisa ter a mesma avaliação e seja aplicado em serviços e obras que garantam o retorno esperado para desenvolver o País. Temos só uma coisa a fazer: crescer, crescer e crescer, um milhão de vezes crescer.

Nós, que conseguimos fazer análise crítica, seja pela idade, vivência e a experiência, temos quer ser a bússola. Precisamos nos unir para darmos a direção, o caminho mais seguro e com honestidade, ou continuaremos votando em corruptos e incompetentes. BASTA!

 

Jorge Boeira, empresário

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