Criciúma: estratégias são tratadas para a segurança na área central

Reunião na última semana envolveu a PM, Conseg- Centro e Assistência Social

As pautas de segurança na área central de Criciúma que compreende o Lote 6, Comerciário, São Luiz, Vera Cruz, Cruzeiro do Sul, Pio Correa e bairro Santa Catarina, foram temas de reunião na última semana, entre o Conselho de Segurança Setor Centro (Conseg), Polícia Militar e Secretaria de Assistência Social do município. O aumento da população de rua foi o principal assunto discutido, onde conforme o sargento da Polícia Militar, Luciano Cândido, a situação colabora para ocorrências de furtos na cidade.

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Um deles foi registrado na última sexta-feira, 15, quando um homem furtou fios de cobre de iluminação pública da Rua Cônego Miguel Giacca. “Geralmente os furtos servem para suprir a falta de dinheiro para consumir entorpecentes. A reunião serviu para criar uma linha de trabalho na tentativa de coibir isto. Vamos abordar e fazer o mapeamento dessas pessoas em situação de rua para termos um banco de dados”, informou o sargento.

Ainda segundo ele, os números registrados pela Polícia Militar, muitas vezes não representam o que acontece, conforme o sargento, devido a falta do registro do Boletim de Ocorrência (BO). “O BO é extremamente importante, porque isso gera estatística de ocorrência”, alerta ele.

Há oito anos fazendo parte do Conseg, o presidente Mauro Mafra de Moraes, comentou que o assunto é antigo e acredita que em função da pandemia, condição econômica e social, a população de rua tenha aumentado. “Sabemos que o problema não é exclusivo de Criciúma e não existe uma solução definitiva, mas uma campanha de conscientização ajudaria. Criciúma tem o histórico de pessoas com espírito solidário e de doar, e esta ajuda colabora na praticidade dessas pessoas estarem nas ruas”, acredita.

Ainda segundo ele, um encontro será feito junto aos demais presidentes dos Consegs do município e Prefeitura na tentativa de diminuir o problema. “Caso a Prefeitura já tenha alguma ação neste sentido, precisamos intensificá-la. A parceria entre o poder público pode resultar em soluções”, aposta.

Campanha Não Dê Esmola

O secretário da Assistência Social e Habitação de Criciúma, Bruno Ferreira, informou que equipes realizam abordagens diárias aos moradores em situação de rua de Criciúma, tanto nos arredores do bairro Pinheirinho e também a região central. Conforme ele, o trabalho é feito com a participação do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), onde estas pessoas são encaminhadas para a Casa de Passagem, para a sua cidade de origem e caso tenham problemas com dependência química para alguma unidade terapêutica.

Ferreira ainda destaca a campanha  “Não Dê Esmola”, conforme ele é contínua ee já foi realizada uma ampla divulgação. “Estamos agora com uma campanha em todas as escolas do município, para conscientizar as crianças sobre o tema. Precisamos nos unir e aumentar essa conscientização, dar mais visibilidade e prestar ainda mais orientações à população”, finaliza.

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