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No Dia Mundial da Sepse, 13 de setembro, médico do São José alerta sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoce

O dia 13 de setembro foi instituído como o Dia Mundial da Sepse. A data é um lembrete e busca conscientizar a população sobre a síndrome que mata uma pessoa a cada segundo no mundo. Apesar de ser um quadro muito perigoso, poucas são as pessoas que conhecem o que é sepse.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha de 2014 revelou que 93,4% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre a doença. A situação mudou pouco desde então, porém o termo continua desconhecido para muitos. No Hospital São José de Criciúma, um importante trabalho vem sendo desenvolvido em conjunto, entre os setores, para reduzir o tempo de atendimento após o diagnóstico da sepse e garantir a segurança do paciente.

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“A expectativa de ocorrência de sepse no Brasil é de 670 mil casos por ano e 1/3 dos leitos de UTI do país estão ocupados com pacientes com sepse. A letalidade global foi de 55%. A mortalidade na região Sudeste foi de 51.2%, menor do que a das demais regiões (Centro-Oeste: 70%, Nordeste: 58.3, Sul: 57.8% e Norte: 57.4%). A mortalidade dos hospitais ligados ao Sistema Único de Saúde não foi diferente daqueles ligados à Saúde Suplementar. Essa letalidade está muito acima da reportada em países desenvolvidos”, explica o médico intensivista e coordenador do Serviço de Terapia Intensiva do HSJosé, Felipe Dal Pizzol.

Protocolo de Sepse visa a agilidade no atendimento

De acordo com o médico, para auxiliar na redução destes números, o HSJosé tem intensificado seu trabalho com a implementação do Protocolo de Sepse. “O protocolo é uma padronização no atendimento do cuidado do paciente com suspeita da doença que envolve diferentes profissionais na tentativa de prover um atendimento mais ágil para melhora do prognóstico deles”, explica.

De acordo com o médico, sinais de alerta ativam a equipe para determinar se existe ou não a presença de sepse. “Após avaliação criteriosa da equipe, o paciente é incluído no protocolo, caso exista a sepse, ou mantido no tratamento de rotina, caso a doença não seja identificada. Isto garante maior segurança e agilidade ao processo de cuidado, garante. “O HSJosé vem trabalhando para reduzir a incidência do problema possibilitando o aprimoramento do protocolo com sinais automáticos via monitores nas unidades de internação, treinamento das equipes envolvidas e feedback dos resultados que são importantes ferramentas para a melhoria de todo o sistema”, complementa o especialista.

O protocolo seguido pelo HSJosé é o mesmo sistema utilizado nos grandes hospitais do mundo como um programa global para reduzir a mortalidade de sepse. “Nosso hospital, no seu programa de melhoria, incorporou o protocolo. Atualmente todas as áreas são cobertas pela iniciativa com ênfase para o Pronto Socorro e as unidades de internação. A partir do acionamento do protocolo, vários passos são seguidos, com agilidade, desde avaliação da enfermagem até os médicos e todo o processo de cuidado (laboratório, farmácia, entre outros)”, aponta.

Além do diagnóstico precoce, o uso precoce de antibióticos e, ocasionalmente, a utilização de infusão de fluídos são os pontos principais do tratamento. “Entre os sintomas da doença estão os sinais de infecções gerais (febre) que esteja aliado a algum sinal de disfunção de órgãos, como alteração do estado mental, redução da produção de urina, falta de ar e pressão baixa”, esclarece o intensivista.

Sobre a Sepse

Antigamente conhecida como infecção generalizada ou ainda como septicemia, a sepse trata-se de uma resposta inadequada do próprio organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. Essa resposta inadequada pode levar ao mau funcionamento de um ou mais órgãos, com risco de morte quando não descoberta e tratada rapidamente. Essa infecção pode ser bacteriana, fúngica, viral, parasitária ou por protozoários.

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