O prazer da leitura

Um projeto literário recheado de aventuras e aprendizado foi aplicado na Escola Municipal Serafina Milioli Pescador, bairro Operária Nova de Criciúma. Estamos nos referindo a “Maleta Literária”, que apresentou a importância da leitura, criatividade e dessa forma transportou os alunos para o desconhecido, explorando os sentimentos e emoções das turmas do jardim ao quinto ano. O fechamento da atividade foi realizado pensando nas habilidades das crianças, com gestos, músicas, expressões, demonstrando todo o aprendizado, tendo como palco o ginásio da escola.

Satisfeita com o resultado positivo do projeto, a diretora da escola, Ana Lúcia dos Santos Maciel, conta que tudo teve início quando a direção da escola e professores, escolheram alguns livros que foram colocados dentro da maleta para que os alunos levassem em datas alternadas para casa e junto com os pais, construíssem relatos escritos e desenhados. “Foi uma oportunidade de unir a família e propor este envolvimento aos pais e responsáveis, que tiveram uma participação pra lá de especial, pois percebemos que muitos leram e fizeram a atividade junto com os filhos com desenhos e relatos surpreendentes”, fala Ana Lúcia entusiasmada.

Dentro do tema bullyng os alunos do Jardim B, fizeram uma apresentação que fez um alerta sobre o problema. “Bullyng é uma coisa muito feia. Não pode acontecer isso”, disse Maria Eduarda Vilela, seis anos. Já os pequenos do Jardim Multiserial A, fizeram um livro que destacou a família.

Consciência negra também em pauta

Aproveitando novembro, que é o mês da consciência negra atividades relacionadas ao assunto foram abordadas, com o objetivo de ampliar a necessidade de respeitar e valorizar as diferentes etnias que compõe a cultura. Com isso, nas aulas de artes das professoras Keiti e Juliana, foram apresentados o cotidiano da África (imagens do país Guine Bissau), animais e o vestuário em que as crianças foram caracterizadas participando de um desfile ao som de músicas africanas.

Além disso, em outra turma o destaque foi a história de Bintou, uma menina negra que não se contenta com seus ‘birotes’ no cabelo e sonha usar tranças como sua irmã mais velha. “Em sala de aula, as crianças montaram um livro com a Bintou e outras personagens. Tecemos as tranças, cortamos, colamos e fizemos a roupa”, contou uma das professoras da turma, Ana Cláudia Tomaz.

Fernanda Trevisol, mãe de Beatriz, cinco anos, avalia o trabalho superimportante tanto para o desenvolvimento motor, como também para o desenvolvimento social. “É uma forma de eles perceberem que todos são iguais independente de raça e cor”, analisa.

Sobre a escola

Para o próximo ano já estão matriculados 530 alunos, onde a diretora revela sua preocupação pela falta de espaço físico. “Precisamos de mais umas três salas de aulas, para suprir a procura que é grande. O fato é que, não adianta ter salas cheias, mas sim qualidade. Vamos lutar para conquistar isso no futuro”, finaliza Ana Lúcia.

 

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