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Disco de vinil: febre desde a década de 50 os LPs fazem sucesso ainda hoje

Os discos de vinil surgiram nos anos 50 e se tornaram uma febre desde então. Mesmo com a evolução tecnológica para formatos de vídeo menor até chegar ao digital, alguns amantes de música ainda optam pelos famosos “bolachões”. Esse é o caso do Djalma Santos Araújo, apaixonado pelos vinis desde a infância, influenciado pelo pai, fã e colecionador de discos, em especial dos cantores Nelson Gonçalves e Orlando Dias.

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Enquanto o pai apreciava os vozeirões dos ídolos embalando canções românticas, Djalma e os irmãos enveredaram para as bandas de rock. A lembrança da época sempre vem com a história curiosa da compra do primeiro disco. “No Natal de 1979 eu tinha pedido para minha mãe o disco das Frenéticas, que era um sucesso na época, mas chegando na antiga Musidisco eu acabei levando um disco do Led Zeppelin que me marcou bastante”, relata o colecionador.

Dono de um acervo de mais de sete mil discos de vinil, as paixões dos hábitos das coleções e músicas se estende também para os cds, fitas cassetes, gibis e recortes de jornal. “Eu acredito que colecionar faz parte de um processo para preservar a cultura do povo. Nesse caso tenho interesse pela música e história da segunda metade do século 20”, explica Djalma que também tem formação em artes visuais, história, filosofia e música.

O amor pelos discos se transformou na Feira de Vinil realizada mensalmente no Shopping Della. Organizada pelo grupo de colecionadores Amigos do Vinil e Vinil Rock Club o encontro acontece neste sábado, 12 e tem início às 9h e segue até as 17h. O espaço reúne mais de mil discos de vinil com opções para todos os gostos e preços acessíveis, a partir de R$ 15 a unidade.

Encontrar um aparelho tocador de discos antigo não é tarefa fácil, porém opções modernas e versáteis permitem aos amantes dos discos a experiência de ouvir suas relíquias. As vitrolas retrôs têm o funcionamento parecido e possibilitam conexão via bluetooth. O aparelho é diferente, mas a qualidade do som e a amplitude dos tons graves das canções continuam dando um toque especial para os amantes de música.

“O som dos discos tocados na vitrola é mais arredondado, com menos transientes, que são uma espécie de ruídos rápidos que ajudam a definir a articulação do som”, ensina o colecionador.

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