Rampinelli entrega cargo e Anselmo Freitas coloca presidência à disposição do Conselho

Anúncios foram feitos durante entrevista coletiva pós-jogo

Após a derrota para o Avaí, por 1 a 0, e o rebaixamento para a Série B do Campeonato Catarinense, Waldeci Rampinelli entregou o cargo de diretor de futebol e Anselmo Freitas também colocou  o cargo de presidente à disposição do Conselho Deliberativo.  Os anúncios foram feitos logo após  a coletiva do técnico interino, Wilsão e do auxiliar técnico, Lalo.

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“Não se justificam erros, por erros se pede perdão, desculpas. Às vezes, as pessoas não entendem. Mas vai ficar marcado na minha história que coloquei o Criciúma na Série B do Catarinense. Os títulos que tivemos serão mais um na carreira. Montamos um projeto e o nosso lema era foguete, não olhamos para trás, só para frente. Tentamos montar uma equipe com uma estrutura dorsal um pouco resistente e conhecida, uma comissão técnica que conhecesse o futebol de Santa Catarina, com experiência de Campeonato Brasileiro”, comenta Rampinelli.

O dirigente, que traz no currículo pelo Tigre o título de campeão da Série B de 2002 e o acesso à Série A do Brasileiro em 2012, com o vice-campeonato da Série B, admitiu ter fracassado nesse último trabalho no clube e assumiu a culpa pela montagem do elenco rebaixado para 2ª Divisão do Catarinense na noite dessa quarta-feira.

“É preciso fazer apostas e nós fizemos. Trouxemos seis jogadores com contratos até o fim do Catarinense. Buscamos mais sete meninos na base. É preciso dar oportunidade para base, porque se não der no Catarinense na Série C é muito mais difícil. Montamos uma estrutura de 26 atletas. Nosso projeto era ficar entre os oito e depois trazer atletas pontuais para a Série C. Infelizmente, não tivemos capacidade para fazer uma equipe mais forte e o grande culpado sou eu. Porque sou o diretor de futebol. Todas as contratações passaram por mim”, admite.

Rampinelli ainda ressaltou que no futebol a cobrança por resultados é imediata, não permitindo erros. “Na política, quem manda para casa o político é o eleitor. No futebol, quem manda para casa o diretor de futebol são os resultados. Não tivemos resultado e não tem alternativa, se não voltar para casa. Foram quatro meses de dedicação, todos os dias no Centro de Treinamento. Mas, o futebol não perdoa, não espera, o resultado tem que ser imediato. Saímos de cabeça erguida. Erramos, mas só não erra quem não faz. Agradeço a todo o staff do Criciúma”, pontua o agora ex-diretor de futebol.

Após Rampinelli anunciar a decisão de deixar o futebol do Criciúma, o presidente Anselmo Freitas também assumiu a sua parcela de culpa pela má campanha no Campeonato Catarinense e colocou o seu cargo à disposição.

“Quero deixar claro para o Conselho de Administração que também coloco o meu cargo à disposição do Conselho Deliberativo. Porque o Conselho Deliberativo é pleno e pode decidir. Porque, até aqui, nós fracassamos no futebol. Tivemos êxito em outras áreas, na gestão. Mas, sem futebol, o clube não vive. Não adianta fazer um baita de um trabalho fora de campo e dentro de campo as coisas não acontecerem. Pedimos perdão ao torcedor, porque não queríamos entregar esse resultado para a grande torcida do Criciúma. Agora é erguer a cabeça e trabalhar, para que tudo isso sirva de lição para nós todos”, destaca Freitas.

Assim como os últimos presidentes do Criciúma, Anselmo Freitas também mencionou a falta de apoio dos empresários da região ao clube carvoeiro. Principalmente, nos momentos mais difíceis deste início de temporada.

“O Criciúma precisa se reorganizar e que venham mais pessoas para colaborar conosco. No fim do ano passado realizamos algumas reuniões na Acic, comandadas pelo presidente Moacir Dagostin, com cerca de 30, 40 empresários. Mas, por sinal, desses empresários hoje só temos três que estão nos ajudando. O resto, simplesmente, sumiu. Mas, isso não é desculpa pelos maus resultados. Só para lembrar, até agora não pontuamos isso. Mas, vai ter que vir à tona. Nos momentos mais difíceis acabamos remando o barco quase que sozinhos”, lamenta o presidente.

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