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TRE confirma que apenas Jorginho Mello pode usar imagem de Bolsonaro em SC

O que seria desleal da parte do candidato a governador Gean Loureiro com a candidata a presidente pelo União Brasil, Soraya Thronicke, tornou-se proibido pela Justiça Eleitoral. A juíza auxiliar do TRE-SC Ana Cristina da Rosa Grasso manteve liminar de 19 de agosto “para que não seja veiculada, por qualquer meio, propaganda eleitoral com a imagem do atual presidente da República, Jair Bolsonaro, juntamente com os candidatos Gean Marques Loureiro, José Cláudio Caramori, Marlene Fengler, Ricardo Zanatta Guidi, Raimundo Colombo e Júlio Cesar Garcia”. A liberdade de expressão, alegada pela defesa da coligação Bora Trabalhar, “não é uma carta em branco para a mentira ou para a fraude”, pesou o Ministério Público Eleitoral.

A representação do PL se deu sobre peça feita pelo prefeito de Braço do Norte, Beto Kuerten Marcelino (PSD), que listava o “nosso time” junto com Bolsonaro, e que mal chegou a ser veiculada nos stories de Instagram de alguns dos candidatos, mas abriu jurisprudência. Para o TRE-SC, os candidatos podem declarar apoio a quem quer que seja, mas a propaganda tem de respeitar a realidade partidária para não incutir “falsa ideia” baseada em coligação artificial que confunda o eleitor e comprometa a higidez do processo eleitoral.
No comitê de Jorginho, inclusive, esclarecem que o pito de Bolsonaro sobre limitação da propaganda com ele foi para Rondônia, não teria a ver com Santa Catarina.

De outra parte, Jorginho Mello teria tentado na Justiça ocultar foto dele com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) postada nas redes sociais do Movimento Brasil Livre (MBL). Sem conseguir. De fato Jorginho Mello pertenceu ao PR, sigla que integrava a base governista de Dilma Rousseff, e como se sabe, desde lá, com forte influência sobre indicações no Dnit.

Bancada Indígena

Pela primeira vez, a Bancada Indígena disputa as eleições de forma coordenada com indicações, pela base, de 30 representantes de 31 povos. Para orgulho de Santa Catarina, Kerexu Yxapyry é candidata a deputada federal pela Federação Psol/Rede. Nascida em Chapecó, vive na floresta Mata Atlântica no Sul e Sudeste. É professora, gestora ambiental e mestranda em planejamento e gestão territorial pela Udesc. Liderança MBya Guarani, na Terra Indígena Morro dos Cavalos, Kerexu é fundadora do Centro de Formação Tataendy Rupa. A primeira mulher indígena foi eleita deputada federal nas últimas eleições, Joenia Wapichana. As candidaturas indígenas femininas praticamente triplicaram desde 2014, chegando desta vez a 85. Das 30 candidaturas ligadas à Bancada Indígena, a maioria é de mulheres. São 16 incluindo a catarinense Kerexu.

Marco histórico

De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), as eleições 2022 são um marco para os povos originários pelo maior número de candidatos autodeclarados indígenas nos registros do TSE: são 182 candidatos e candidatas, quando em 2018, foram 133 e em 2014, apenas 85. O Brasil tem 897 mil indígenas pertencentes a 305 povos e 274 línguas diferentes, o que equivale a 0,5% da população brasileira.

Aplauso

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) recebeu ontem moção de aplauso da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú pelos serviços prestados no combate à Covid-19. “Durante a pandemia, nossa equipe não mediu esforços para atender à população, manteve-se firme na missão de salvar vidas”, agradeceu o diretor do Samu/SC Fahece, Miguel Paulo Duarte Neto. Na região, foram atendidas mais de 3 mil ocorrências este ano, com o melhor tempo entre acionar o serviço e sair ambulância da base.

Repúdio

Décio Lima, candidato de Lula ao governo do Estado, condena a “misoginia” de Bolsonaro. Disse que pretendeo empoderar as mulheres em Santa Catarina. A candidata a vice-governadora pela Frente Democrática, Bia Vargas, terá papel importante em sua eventual gestão: “Minha vice é uma mulher, preta, jovem. Justamente para mostrar o retrato verdadeiro de Santa Catarina”. O candidato da Frente Democrática (PT, PSB, PCdoB, PV e Solidariedade) considera alarmante o aumento de 35% este ano nos casos de feminicídios em SC. A cada semana uma mulher é morta no Estado. No Brasil, um feminicídio ocorre a cada sete horas.

Governo interino

Candidato à reeleição, Carlos Moisés (Republicanos) licencia-se do cargo de governador neste sábado e dá posse ao presidente da Alesc, Moacir Sopelsa (MDB), em solenidade às 10h, no Teatro Pedro Ivo. O governo interino deve ser de pelo menos 30 dias. Nesse período, o vice-presidente Maurício Eskudlark (PL) assume o comando da Assembleia Legislativa. Ainda no sábado, às 12h, Sopelsa festeja seu aniversário de 76 anos com amigos e lideranças na sede do CRG Cela de Prata, em Biguaçu, naturalmente sem nenhuma estrutura de Estado, respeitando a legislação eleitoral. Também está confirmada pelo governo a posse do deputado Romildo Titon (MDB) na Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural. Titon licencia-se e a deputada Dirce Heiderscheidt retorna ao Palácio Barriga Verde e não será chamado novo suplente de deputado.

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