Ame a realidade que você constrói — e nada deterá o seu voo
Coluna do Fernando Weber: Aprender a receber elogios e críticas sem perder o rumo — e seguir construindo com propósito, disciplina e fé
Há poucos dias escrevi sobre a necessidade de persistir. O artigo alcançou milhares de pessoas em diferentes estados. Mas, entre centenas de feedbacks calorosos, dois em especial me chamaram a atenção.
Dois extremos.
O primeiro veio de um grande parceiro, alguém que em 2010 me ajudou a viabilizar um dos maiores desafios da minha vida profissional — hoje entre os cinco projetos mais emblemáticos da Weber.
Ele me colocou num pedestal, me posicionando em um patamar muito alto.
O segundo foi um chute no saco.
Um amigo, advogado que mora em um de nossos empreendimentos mais bonitos, que tenho de verdade muito orgulho de ter realizado e na minha opinião o melhor da cidade.
Mas, nem tudo são flores, ele apontou falhas, cobrou inconsistências e me disse, que a realidade entregue não correspondia à expectativa que ele havia criado.
No passado, o elogio me deixaria deslumbrado. E a crítica me roubaria noites de sono, abrindo espaço para a culpa, a raiva e a defensividade.
Eu entrava na frequência do ruído. Gastava energia vital tentando me justificar, me deixando consumir por pressões e exigências que desviavam minha atenção do que realmente importava.
Hoje não.
A maturidade nos ensina uma lição implacável: nós nunca somos tão ruins quanto os nossos piores críticos dizem, nem tão bons quanto os nossos maiores admiradores acreditam.
O que existe, de verdade, é o processo.
É a humildade de escutar com atenção e respeito, de reconhecer onde erramos, de voltar à prancheta e consertar.
Grandes obras de desenvolvimento urbano lidam com solo, pessoas, clima, prazos e complexidades brutais. Elas não são perfeitas.
Mas continuam sendo grandes obras — projetos vivos que mudam o destino das regiões onde são inseridos.
Para aprender a segurar essa pressão sem perder a bússola, encontrei a corrida de longa distância.
Nos treinos de 5, 10, 21km, aprendi a treinar a minha mente.
Moldei o cérebro para o silêncio.
Na corrida, assim como no urbanismo, você não corre para a torcida que aplaude nem contra quem grita do acostamento.
Você tem seu propósito, sua meta, suas dores e limitações.
Você entende o seu próprio cansaço, mantém o ritmo da passada e entende o mais importante: “O sofrimento é passageiro, mas desistir é para sempre”.
Não vamos parar, acreditamos no que estamos construindo.
Nosso compromisso não é com a vaidade de parecer perfeito, mas com a lealdade diária aos nossos sonhos e as pessoas que acreditam neles.
Estaremos sempre ao lado de quem constrói conosco — com a firmeza de quem não aceita ser refém do pessimismo, da burocracia, dos aproveitadores de plantão, dos governos ineficientes.
Seguimos com a certeza de que não deixamos ninguém para trás.
“Quando o coração é puro e o objetivo é digno, não há montanha que não possa ser transposta”.
“Ame a realidade que você constrói dia a dia e nada deterá teu voo”.
Defeitos, avanços, dores... é a vida, é Deus te perguntando o quanto você realmente está disposto a lutar pelos seus sonhos!
Bora Fazer História Juntos!
Fernando Weber.
CEO Weber Cidades Inteligentes