Humanização na UTI: Hospital Unimed Criciúma utiliza 'Prontuário Afetivo' para conectar pacientes e famílias

Por
2 Min

Divulgação

No Hospital Unimed Criciúma, a tecnologia médica ganha o reforço da empatia por meio do 'Prontuário Afetivo'. A iniciativa, conduzida pela equipe de Psicologia Hospitalar, busca humanizar o atendimento nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ao reunir informações que vão muito além do quadro clínico, como o time do coração, apelidos e preferências musicais dos pacientes.

O projeto ganha visibilidade durante o Setembro Amarelo, mas é uma prática constante na unidade. De acordo com a psicóloga hospitalar Denise Aguiar, trazer a personalidade do paciente para o leito transforma a relação com os profissionais. "Quando a gente traz informações da pessoa para a equipe, eles conseguem interagir espontaneamente. A família percebe que nós estamos olhando não só como paciente, mas como alguém com suas particularidades e personalidade", explica.

Além das informações verbais, fotos de família são espalhadas pelo ambiente, permanecendo próximas ao paciente mesmo em casos de sedação ou entubação. Segundo a psicóloga, essa presença visual é estratégica para o momento da recuperação. "Quando esse paciente acorda, ele normalmente fica um pouco desorientado por causa das medicações, então nós buscamos auxiliar na orientação cognitiva também com essas fotos", detalha Denise, reforçando que o paciente muitas vezes precisa apenas de um "ponto de segurança" e de alguém por perto.

A vice-presidente do Grupo Unimed Criciúma, Dra. Clarissa Inês Almeida, defende que esse olhar individualizado é o pilar do "Jeito de Cuidar Unimed". Para ela, o tratamento integral exige conhecer a história de quem está no leito. "Saúde mental está presente em todas as etapas do cuidado e, por isso, iniciativas como essa mostram que cada paciente deve ser visto para além da sua condição clínica", destaca a vice-presidente.

O cuidado se estende também aos pequenos no setor de pediatria, onde brinquedos e jogos são usados para tornar o ambiente hospitalar menos intimidador. Dra. Clarissa ressalta que "criar formas de tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor e compreensível também faz parte do cuidado com a saúde".