O Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) manifestou preocupação com a entrada de arroz importado no país em momentos de alta produção interna. Segundo a entidade, a importação em cenários de superoferta pode prejudicar o escoamento do grão produzido no Brasil, afetando diretamente a sustentabilidade do setor.
Dados da Safra 2024/25, coletados pela Embrapa, reforçam a posição de liderança do país. O Brasil é responsável por 37,4% da produção de arroz na América Latina e Caribe (LAC). Com uma produção de 10,6 milhões de toneladas e um consumo anual médio de 10,5 milhões de toneladas, os números demonstram que o território nacional é autossuficiente.
Walmir Rampinelli, presidente do SindArroz-SC, destaca que a entrada de grãos estrangeiros em épocas de safra recorde gera uma concorrência desproporcional. Ele explica que os produtores nacionais sofrem com a carga tributária, enquanto o produto importado chega com preços menores por não contribuir com o governo brasileiro, provocando a descapitalização das indústrias e produtores locais.
O sindicato sugere que as decisões de importação sejam baseadas em critérios técnicos e planejamento de longo prazo envolvendo produtores, indústrias e esferas governamentais. A ideia é que a importação ocorra apenas em situações de risco ao abastecimento, como desastres naturais, mantendo o equilíbrio para evitar flutuações extremas de preço que prejudicam tanto o produtor quanto o consumidor final.
Além do ajuste na importação, o SindArroz-SC propõe o incentivo à diversificação de culturas. A sugestão é que o Governo Federal, via Conab, utilize dados de produtividade para gerenciar quais culturas devem ser plantadas, oferecendo subsídios para que o produtor possa rotacionar o plantio de forma estratégica, garantindo a segurança alimentar e a estabilidade econômica.