Há políticos que atraem olhares e atenção pois revestidos de grande poder pessoal, fascinam usando linguagem própria e código visual autêntico. Estes conseguem abrir um canal de comunicação que conecta com seu público.
O carisma vem como uma espécie de inspiração a quem está próximo ou sob a influência deste magnetismo. Isto é o que distingue, esta capacidade de influenciar com naturalidade.
Simular o carisma? Não é possível. Ninguém consegue fingir ser carismático. Ele está presente ou não.
Pessoas carismáticas sabem ouvir, oferecem sua total atenção, seduzem pelo poder de fazer o outro sentir-se valorizado. Isto não quer dizer deixar-se levar, pelo contrário, são capazes de decidir com muito mais clareza.
Quem tem carisma tem no bom humor uma grande característica. Sorriso estampado no rosto é marca pessoal. O que não significa estar sempre feliz, mas ter inteligência emocional para transitar pelos dias bons e pelos ruins sem “explodir” gratuitamente.
Carisma não se finge. Ele aflora.
Querer simular este poder pessoal é, desde já, fracassar. A coerência entre atitude e imagem são os pilares que sustentam a narrativa.
O que é fabricado não convence, falta autenticidade para comunicar qualidades reais, posturas sinceras, bandeiras e posicionamentos que fazem parte de sua narrativa política.
Esta capacidade de mover uma multidão e encantá-la por meio de palavras, discursos em defesa de seus posicionamentos ou por sua simples presença, é o que faz do carisma uma qualidade marcante.
Não há como negar que, quem tem carisma sai na frente na corrida política. O poder pessoal retém atenção, inspira a vontade de saber mais sobre aquele político, conhecer sua história e acompanhar seu dia a dia.
Aline Savi é advogada, consultora de imagem, especialista em imagem pública, personal stylist, consultora de etiqueta e pós-graduada em marketing político e comunicação eleitoral. Nesta coluna semanal fala sobre imagem e comunicação política.