Faltando pouco menos de um mês para a Páscoa, os ovos de chocolate já começam a aparecer tradicionalmente suspensos nos corredores dos supermercados do Sul catarinense. Porém em tamanhos menores que os habituais. Já que a queda na venda vem sendo observada ao longo dos anos.
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“A expectativa é de aumento de 10 a 15% no valor dos ovos de Páscoa e a continuação dessa tendência da migração do ovo para as barras. Esperamos que haja uma estagnação na venda de ovos em comparação com o ano passado e crescimento de 5 a 10% na venda de bombons, barras e outros chocolates”, destaca o vice-presidente Região Sul da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Ricardo Pereira Althoff.
O aumento no valor dos ovos de Páscoa, segundo ele, ocorre devido à alta no preço de insumos como o cacau, entre outros. Bem como devido ao aumento no valor dos fretes, impulsionado pela alta dos combustíveis.
“O chocolate teve certo aumento de preço devido ao reajuste nos insumos, o próprio cacau teve aumento de 30% no último ano, mas também insumos como papel alumínio aumentou bastante”, exemplifica. “Frete, também, é um componente importante do custo do ovo de Páscoa, porque pelo volume ele acaba custando bastante para transportar”, completa Ricardo.
Apesar do aumento, a expectativa é de boas vendas. Não apenas de chocolates, mas de outros itens que geralmente são utilizados na Sexta-Feira Santa.
“Temos expectativa boa de vendas no geral dos produtos de Páscoa pela diminuição grande da pandemia, maior número de eventos familiares e reuniões. No geral no sentido, não só de chocolate, mas dos peixes, azeite, enfim, dos produtos que vendem para a ceia da semana santa”, projeta Ricardo.
Uma tendência que vem sendo observada ao longo dos últimos dois ou três anos é a diminuição no número de vendas dos ovos de Páscoa. Sendo os brinquedos, ainda, um grande ‘chamariz’ para as compras para as crianças.
Com isso os tradicionais corredores de ovos suspensos vem diminuindo ao longo dos anos e na próxima Páscoa podem, até, deixar de existir. Com os ovos sendo ofertados em pequenas gôndolas.
“De dois a três anos para cá vemos a migração do consumo do ovo para as barras, bombons, kits, caixas de chocolates, entre outros. Porque se torna mais interessante a relação custo e benefício em relação a quantidade de chocolate que a pessoa leva e ao que está pagando, o desembolso”, analisa o vice-presidente da Região Sul da Acats.