Janeiro Branco: mês do cuidado com a saúde mental

Com a pandemia do coronavírus, a saúde mental ganha ainda mais importância

Durante o mês de janeiro é enaltecido a importância do cuidado com a saúde mental. O Janeiro Branco traz um convite para que as pessoas possam pensar mais sobre si, suas emoções e a forma como elas afetam as suas vidas. Em 2021, este período ganha ainda mais importância devido ao coronavírus que acentuou o sofrimento psíquico na população provocado pelo isolamento decretado em função da pandemia.

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“Esta é uma campanha muito importante que tem o principal intuito de chamar atenção para as nossas necessidades relacionadas à saúde mental e as nossas emoções. A escolha de janeiro, como mês para conversar e refletir sobre as condições psicológicas é devido a renovação atribuída ao início do ano novo. Neste mês propomos planejamentos, metas que muitas vezes incluem a saúde física, mas nos esquecemos da saúde mental. É um mês para olharmos a nossa história e reescrevê-la com mais atenção”, explica a psicóloga do Hospital São José de Criciúma, Amanda dos Santos de Souza.

De acordo com a profissional, a saúde mental merece sempre muita atenção, especialmente neste momento vivenciado por todo o mundo. “Não podemos negligenciar nenhum sintoma psicológico, mas nesse momento precisamos olhar ainda mais para o nosso interior, entender como está a nossa autoconsciência, nossa autogestão e a importância do autoconhecimento perante a vivência com uma pandemia mundial. Às vezes focamos demais no adoecer físico, e esquecemos das emoções experimentadas que estão relacionadas à pandemia, como o medo do adoecer e a evolução dessa doença, isolamento social e ansiedade”, explica. “Algumas pessoas que já possuíam alguma patologia relacionado a saúde mental estão com sintomas mais exacerbados, entre eles sintomas depressivos, ansiosos, e crises psíquicas em geral, como a síndrome do Pânico. Agora, mais do que nunca, o Janeiro Branco vem mostrar a importância de olhar para nós mesmos com o desejo de se manter bem no meio disso tudo, por mais complicado que possa parecer. Isso que vai fazer com que possamos passar por esse período, e perceber que é passageiro, e que nós poderemos retomar a nossa vida quando tudo isso passar”, complementa.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) relatam que o Brasil é o segundo país das Américas com maior número de pessoas depressivas, equivalentes a 5,8% da população, atrás dos Estados Unidos, com 5,9%. A depressão é uma doença que afeta 4,4% da população mundial. O Brasil é ainda o país com maior prevalência de ansiedade no mundo (9,3%).

“A saúde mental, assim como a saúde física, precisa de um olhar constante. Isso significa que eu preciso saber o que realmente me faz bem, o que eu quero da minha vida, onde estão as prioridades do meu viver. Quando conseguimos desenhar algumas coisas para nós próprios, conseguimos ter uma saúde mental melhor. Então, iremos nos encontrar com ações saudáveis que irão promover mentes sadias. E aí surgem grandes possibilidades que auxiliam em tudo isso, como os esportes, leitura, atividades ao ar livre, meditação, entre tantas outras, por exemplo”, enaltece Amanda.

Segundo a psicóloga, estas são atividades que promovem o equilíbrio entre o corpo e a mente. “Essas ações de qualidade de vida, visam bem-estar e equilíbrio físico, psíquico e social. Importante lembrar que, qualquer sintoma que traga desordem na vida necessita de cuidados especiais. Para a manutenção da saúde mental, a psicoterapia é essencial”, garante a psicóloga.

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