Integrantes da Segurança Pública do Estado pedem apoio na Câmara de Criciúma

  Representantes do IGP, DEAP e Polícia Civil ganham espaço no horário político para debater Reforma da Previdência Estadual

Representantes do Instituto Geral de Perícias (IGP), do Departamento de Administração Prisional (DEAP) e da Polícia Civil, estiveram presentes na Sessão da Câmara de Vereadores de Criciúma. O encontro ocorreu ontem, 19, no horário político, cedido por alguns vereadores, e serviu para que os integrantes dos órgãos pedissem apoio dos parlamentares contra o texto da Reforma da Previdência que o Governo de Santa Catarina encaminhou para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Entre em nosso grupo e receba as notícias no seu celular. Clique aqui.

Na tarde desta terça-feira, 20, policiais civis, policiais penais, agentes socioeducativos e profissionais do IGP fizeram o maior protesto unificado da história da segurança pública catarinense, em frente, da Assembleia Legislativa  (Alesc), em Florianópolis.

Foto: Dani Niero

“Se a reforma passar, com o texto que tem hoje, vai prejudicar, de forma significativa, as forças de segurança civil do estado. A segurança pública de Santa Catarina é uma engrenagem, onde todas as forças, polícia militar, penal, civil, IGP, trabalham interligadas, caso enfraqueça alguma dessas forças, a segurança pública vai enfraquecer e, consequentemente, quem paga é a população. Imagina um policial penal com 65 anos em uma diligência, tendo que combater um crime que se renova a cada dia. A expectativa de vida da classe é de 55 anos, com 65 ele não vai se aposentar, ele só vai trabalhar até morrer”, declarou o policial penal, Júnior Rodrigo Fagundes.

O delegado de Polícia Civil, André Milanese, também falou sobre a reforma com os vereadores. “Tenho muita satisfação em dizer, esse ano, em uma cidade de 200 mil habitantes, tivemos apenas dois homicídios. Isso é um índice à nível de primeiro mundo, é fruto do trabalho conjunto entre os órgãos. Não queremos tirar direito de ninguém, aqui no estado, sempre houve uma política de igualdade, de isonomia. A polícia militar tem direitos garantidos que são justos, aposentadoria especial, pensão por morte integral. Quem vai dar a cara para cumprir mandado de busca e apreensão e prisão, sabendo o risco que corre e se algo acontecer a família vai ficar desassistida? Queremos que nossos direitos sejam mantidos, direitos que conquistamos a tanto custo, não é um favor e não cabe ao Governador e ao Estado nos retirar esses direitos”, comentou o delegado.

O encontro também contou com a presença e fala de Leonardo Moroso, auxiliar criminalístico no IGP e Rafael Sartor, policial civil.

Receba atualizações em tempo real diretamente no seu dispositivo. Inscreva-se agora!

Você também pode gostar

Entre no nosso grupo do WhatsApp e seja atualizado em tempo real.