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“A corrupção se retroalimenta”, destaca Dallagnol durante palestra em Criciúma

Evento realizado pelo Forcri e Sindilojas ocorreu na noite dessa quinta-feira, no Mampituba

O deputado federal mais votado do Paraná e procurador da República por mais de 18 anos, Deltan Dallagnol, aterrissou em Criciúma para uma palestra sobre corrupção, liberdade e os desafios enfrentados no combate político. O evento foi realizado na Sociedade Recreativa Mampituba, na noite desta quinta-feira, 30 de novembro, trazendo a experiência de uma figura emblemática, um dos líderes da histórica operação Lava Jato.

A palestra, promovida pelo Forcri e Sindilojas, contou com o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Rotary, Lions e SomarSul. Para o presidente do Forcri, Adriano Klafke, o encontro é reflexo do comprometimento das instituições perante a sociedade. “Que possamos aproveitar ao máximo esse momento de aprendizado e troca de experiências, enriquecendo os pensamentos e ampliando nossa visão de mundo”.

O presidente da CDL, André Luiz Santiago de Castro, também reforçou a importância de um evento deste porte. “É uma oportunidade ímpar para refletirmos sobre questões tão fundamentais para a sociedade na qual estamos inseridos. Acreditamos que a discussão promovida nesta palestra contribuirá para ampliar nossa compreensão sobre o presente, assim como para construir um futuro mais sólido”.

Na oportunidade, Dallagnol lembrou os 18 anos atuando como procurador da República, as incertezas quanto à candidatura a deputado federal, o aceite, eleição e a cassação decretada em maio deste ano. “Foi um momento de grande frustração, que eu precisei refletir sobre o que faria dali em diante. Eu tinha quase 20 anos de uma carreira sólida, lutando por justiça no Ministério Público. E eu não saí de lá por um cargo, mas sim por uma visão de mudança, de transformação”, conta.

A operação Lava Jato também foi pauta durante a palestra. Dallagnol contou que durante o escândalo, entendeu que a corrupção tem dois círculos viciosos. “Ela movimenta uma montanha de dinheiro, e aí falamos de milhões, de bilhões de dólares. Uma parte deste valor vai para o bolso dos envolvidos; a outra, para financiar campanhas eleitorais. E dessa forma a corrupção se retroalimenta”, diz, ao complementar: “outro ponto é que a impunidade estimula o erro. Afinal, ser corrupto é bom quando você não é punido”, complementa. 

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