[VÍDEO] Quando atravessamos Santa Catarina e chegamos ao Rio Grande do Norte

A vitoriosa história do Criciúma é apaixonante e encantadora para todos que amam o futebol de Santa Catarina. A heroica conquista da Copa do Brasil em 1991, a camisa que chama a atenção por onde passa e a festa da torcida no estádio Heriberto Hulse são capazes de ganhar admiradores também em outras regiões do país. Mas quem imaginaria que essa paixão chegasse ao Rio Grande do Norte? Mais precisamente na cidade de Parnamirim, cidade a 25 km da capital Natal.

Tudo começou em novembro de 2012, quando o Tigre encarava o América de Natal no Rio Grande do Norte, e vencia pelo placar de 4 a 1. Naquele dia o preto, o amarelo e o branco foram  fonte de inspiração de um casal para formar uma equipe de futebol amadora, o Criciúma Futebol Clube. Assim conta Francisco Nobre, o presidente do clube.

“Aqui temos muitos times de futebol amador com todos os nomes que você possa imaginar, e eu sempre pensei em montar uma equipe. Aí vimos o Criciúma na TV e achamos bonitas as cores do uniforme. Não teve outra, batizamos nossa equipe de Criciúma Futebol Clube. O nosso Criciúma é uma homenagem única”, destaca.

A gestão do Tigre do Rio Grande do Norte é em família. Francisco e sua mulher, Vitória Silva, atuam na diretoria e fazem de tudo para elevar o nome do Criciúma pela região. “Ela patrocina com um salão de beleza, meu irmão também faz a parte dele e temos um amigo dono de uma oficina que nos ajuda. Nós disputamos os campeonatos regionais e no momento estamos na busca do título da Liga de Parnamirim”.

O presidente ainda garante que lá, o tricolor deles é o mais querido e está em crescimento. “Nosso time é conhecido, muita gente gosta e torce. Minha esposa está montando uma torcida organizada feminina, o nome é As Tigresas”.

O encontro de Chico e de Francisco

Em novembro de 2017, Francisco e sua esposa tiveram a oportunidade de assistir a um jogo do Criciúma de perto. Levaram quase toda a equipe para torcer pelo Tigre no jogo contra o ABC, pela 35ª rodada da Série B. Apesar da derrota por 3 a 1, a partida daquele dia preparou uma surpresa especial. O amor pelo Criciúma colocou frente a frente os xarás Chico e Francisco.

O criciumense Francisco Pilotto, o famoso Chico Pilotto, é um daqueles torcedores raiz que vai a todos os jogos e ainda acompanha muitas vezes em jogos fora de casa. Naquele dia, em mais uma de suas viagens com seus amigos para torcer pelo Tigre pelos estádios Brasil afora, ele nem imaginava que fosse encontrar carvoeiros potiguares.

“Faz mais de dez anos que faço viagens para acompanhar o Criciúma. Meu tio tem uma agência, então montamos um pacote com antecedência e vamos distribuindo para os amigos interessados. Nesse jogo, quando chegamos ao estádio do Frasqueirão ficamos sem entender, pois havia gente de lá torcendo para o Tigre. Então fui conversar com eles e conheci o Francisco, que me falou sobre seu time de futebol amador chamado Criciúma”, conta Pilotto.

Juntando os carvoeiros da excursão com os do Rio Grande do Norte, ao todo eram quase 100 tricolores no Frasqueirão. “Fizemos uma grande festa. Vi que as camisas deles eram da equipe amadora de lá, então dei tudo que tinha do Criciúma para eles. Pedi que o pessoal da viagem também trocasse as camisas com eles, e ali criamos um laço de amizade. Fui o intermediário da historia”, conta orgulhoso.

Francisco também não esconde a felicidade em contar que fez um grande amigo naquele dia. “Quando chegamos ao estádio, o Chico nos viu e fez uma festa, tirou fotos e até ligou para uma rádio daí e nos colocou para falar. Foi muito legal porque eles ficaram conosco durante todo o jogo e ainda trocaram as camisas deles com as nossas. Ficamos contentes pois aqui não tem camisas oficias do Criciúma, e ainda ganhei uma bandeira muito bonita”, conta o presidente do Criciúma Futebol Clube, que agora, utiliza a bandeira nos jogos de sua equipe.

Sonho de conhecer Criciúma

O time inteiro é formado por potiguares que, de longe, apreciam a trajetória do Tigre. Mas o sonho é de um dia estar presente no estádio Heriberto Hulse. “Esse jogo que fomos contra o ABC foi um sonho realizado, mas agora queremos ir para Criciúma para sentir o calor da torcida. Estamos planejando ir ao final do ano”. E Francisco tem outro sonho, e este, lhe enche de orgulho só de pensar. “Espero ver meu filho com a camisa tricolor. Ele é um bom jogador, artilheiro do nosso time, queria a oportunidade dele fazer um teste na base do clube”, deseja.

Chico Pilotto envia fotos nos dias de jogos, o que aumenta ainda mais a vontade do casal de estar na cidade. “Eu que vou recebê-los. Mandaram até uma camisa personalizada do time deles para mim”, comemora.

Dessa forma que o futebol prova não ser apenas um esporte. Uma equipe do sul de Santa Catarina leva paixão e sonhos para jogadores amadores do Rio Grande do Norte e sua diretoria. Mas acima de tudo, traz a alegria de torcer e de fazer amigos. “O Chico Piloto foi uma benção na nossa vida. Hoje vocês daí sabem da gente graças a ele”, celebra Francisco Nobre, o maior carvoeiro do Rio Grande do Norte.

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