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[VÍDEO] No Dia Mundial da Conscientização do Autismo conheça a história da Eduarda

Nesta terça-feira, 2 de abril, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data, estabelecida em 2007, tem por objetivo difundir informações para a população sobre o autismo e assim reduzir a discriminação e o preconceito que cercam as pessoas afetadas por esta síndrome.

A pequena Eduarda Mudos dos Santos foi diagnosticada com o autismo quando tinha quatro anos. No início, segundo a mãe Kênia Santos Mudo, foi muito difícil, mas com força de vontade e determinação elas superaram tudo e, foram em busca dos sonhos, tanto que hoje, aos dez anos, um dos grandes pedidos da pequena – ligada no 220 – como conta a mãe, foi andar de patins. E não só isso. Ela faz aulas de boxe e pensa em escrever um livro. Duda, como é chamada, adora gravar vídeos e, por meio deles, conta a sua rotina.

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Falante e muito carinhosa, a moradora de Criciúma, contou que já aprendeu a ler e escrever, virar cambalhota, e cantar. Para isso, ela participa das aulas de música e uma de suas canções preferidas é Ouvir Dizer, de Melim.

“A Eduarda, desde pequena, tinha problema em se equilibrar, não sabia subir escada e não sabe até hoje andar de bicicleta. Mas aí vieram as terapias e um de seus pedidos era aprender a andar de patins. Hoje, cada vez que inventa de colocar os patins, é um começo de infarto. Ela está muito rápida e vai sem medo. Uma grande conquista para todos nós”, conta a mãe orgulhosa.

Conforme estudos para cada 59 a 69 crianças nascidas, uma é autista

Conforme o neuropediatra, Eduardo Medeiros, que trabalha há 12 anos com autistas e há nove anos em Criciúma, o autismo é caracterizado, principalmente, por falhas na comunicação e na interação com pessoas, e junto com essas falhas em se comunicar e interagir, existem – no maior ou menor grau – alguns comportamentos peculiares, característicos, como interesse por rodas, comportamentos repetitivos, e não corresponder aos chamados. “Apesar do grande esforço e atenção, um entendimento definitivo sobre as possíveis causas do autismo ainda não foi alcançado”, diz ele.

Por outro lado, estatísticas confiáveis apontam que o transtorno do espectro autista em meninos é mais comum. Os últimos estudos apontam que, para cada 59 a 69 crianças nascidas, uma é autista, ou seja, é muito frequente.

O neuropediatra explica que se chegou a essa conclusão porque em 2012 os critérios para poder dar o diagnóstico mudaram. “Antes era dado só para aquela criança que possuía quadro mais grave. Crianças ou pessoas que tinham um quadro leve ficavam sem classificação, não eram diagnosticadas. Hoje, mudou-se a maneira de classificar as crianças. Com o auxílio do DSM-5 (nova classificação americana para transtornos mentais) colocou-se critérios novos incluindo as crianças com quadro leve – como autistas”, explica.

O médico ainda informa que a comunicação de um autista, para se entender melhor, foge dos padrões observados na maioria das crianças, ou seja, a criança por volta de um ano de idade já deve estar falando umas cinco palavras, apontando para os objetivos. “Deve corresponder ao chamado, interagir com outras pessoas, olhar nos olhos. Um ano e meio deve ter vocabulário de 50 palavras. Já por volta de dois anos deve ter vocabulário que oscila entre 100, 150 palavras a 300. Então uma criança de dois anos que não está falando, mesmo que não seja autista, deve procurar atendimento de um profissional da saúde, o seu pediatra, uma fonoaudióloga, ou até um neurologista infantil”, reforçou.

Diagnóstico precoce realmente é importante

Além dos critérios de classificação do TEA, que não tem cura, também se notou que dez anos, as crianças ou as famílias procuravam atendimento médico quando a criança tinha entre sete e nove anos. Mas, com a facilidade no acesso aos conteúdos, muitas famílias começaram a procurar o profissional mais cedo, levando a criança antes mesmo de completar dois anos.

Por falar em diagnóstico mais cedo, Medeiros informou que isso é muito importante porque quanto mais precoce se chegar ao diagnóstico, mais cedo se começa a intervenção e consequentemente o estímulo na comunicação e na socialização. “O tratamento no autismo é ensinar a criança a se comunicar, interagir com outras pessoas e diminuir os comportamentos que, às vezes, se tornam inadequados ou que deixam a criança muito frustrada ou intolerante a alguma coisa, como ruídos, ou mudanças de rotina”, exemplificou.

“A criança autista é um ser único. Não existe autismo, existem autismos porque cada criança tem suas características. Não existem duas crianças iguais, também não existem duas crianças autistas iguais. E o atendimento em equipe facilita porque a gente planeja e traça metas em conjunto para cada criança, e o tratamento principal que não se encontrava disseminado na região é a terapia comportamental baseada na análise do comportamento aplicada, conhecida como ABA”, apontou, destacando que isso tudo visa minimizar os comportamentos prejudiciais à criança e amplia o repertório de comunicação e integração.

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