[VÍDEO] Ato contra o ex-presidente Lula e a favor de sua prisão é realizado em Criciúma

Um grupo de pessoas contrárias ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esteve na Praça Nereu Ramos de Criciúma, em frente à Casa da Cultura. Uma estrutura com caminhão de som foi montada para que organizadores e convidados fizessem discursos em apoio a prisão do ex-presidente Lula. Vestidos de verde e amarelo e com bandeiras do Brasil, às 17h30, todos cantaram o hino nacional brasileiro e acompanharam os discursos abertos.

Esta não é a primeira vez que a secretária, Terezinha Borsatto Serafim, participa de uma manifestação. Segundo ela, o que a motivou mais uma vez foi a sua insatisfação. “Tem coisas acontecendo que não estão certas e precisamos fazer alguma coisa. Como não podemos estar lá em Brasília, uma forma de estarmos presentes é fazendo este tipo de movimento, mostrando a nossa força. Não adianta ficar dentro de casa numa boa. Se a gente está aqui é porque as coisas não estão seguindo um ritmo certo”, considera.

O professor e economista, Henrique Gugliemi, veio de Içara para participar do ato. Enrolado na bandeira do Brasil, ele disse que seu medo é de que a condenação do ex-presidente Lula, acabe não valendo em segunda instância. “Se isto não valer, muita gente ruim que faz mal para a sociedade vai pegar desse gancho para abrir jurisprudência nova e sair da cadeia. Não é somente o caso Lula, mas não podemos ficar calados no dia de hoje. O STF pelo que tudo nos leva a crer, não nos representa. Com isso, é povo na rua”, disse ele.

Integrante do Movimento Mulheres do Brasil, a advogada Gabriela Shelp, destacou que o exercício da cidadania não é apenas o voto, mas sim ir para as ruas, tomar conta do que é seu que é o País. “Não interessa o número de pessoas que vem, mas sim que elas estejam interessadas. Cada um que aqui está irá levar para a sua casa um entendimento que nós temos aqui. O sentimento de querer justiça para todos”, comenta.

A partir de agora, segundo Gabriela, a proposta é de brigar por leis que melhorem o sistema processual penal, para termos maior resolutividade nos processos.

Entenda o caso

O ex-presidente Lula foi condenado, em segundo grau judicial, pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) a 12 anos e um mês de prisão em regime fechado no processo do tríplex do Guarujá (SP). A Justiça entendeu que ele recebeu o apartamento a as reformas no imóvel como propina dentro do esquema de desvio de recursos da Petrobras.

De acordo com o atual entendimento do STF, condenados em duas instâncias devem começar a cumprir a pena imediatamente, mesmo que ainda tenham recursos tramitando em tribunais superiores, como é o caso de Lula. Ciente de que já pode ser preso, o ex-presidente ingressou com um habeas corpus preventivo na Suprema Corte, cujo julgamento será retomado nesta quarta-feira, dia 4 em Brasília.

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