Varredura contra o mosquito da dengue

Após identificar o quinto foco do mosquito Aedes aegypti no mês de setembro, no distrito de Rio Maina, a Vigilância Epidemiológica de Criciúma está realizando uma varredura nas residências localizadas na região. O mosquito é transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya.

Segundo a supervisora do Programa de Combate à Dengue, Louise Romansini, a varredura contempla 300 metros em torno do foco. “Primeiro identificamos um foco no bairro Vila Floresta, em uma armadilha monitorada pelo programa, então realizamos a Delimitação de Foco (DF), mas nenhuma espécie foi encontrada. Dias depois, um novo foco foi encontrado no distrito do Rio Maina, também numa armadilha do programa, e na DF mais dois imóveis foram identificados com larvas do Aedes aegypti, além de outro foco na última sexta-feira”, relata.

Para a supervisora é necessário o apoio dos moradores para exterminar com as larvas do mosquito. “Está havendo um alto índice de recusa dos moradores com a entrada dos agentes de endemias em suas residências. Mas reiteramos que todos os profissionais possuem crachás com identificação do município e pilotam motos plotadas com a bandeira do governo. Além de que nenhum agente solicita a entrada dentro da residência, somente no entorno das casas”, explica.

A varredura será realizada até que todas as residências dentro do raio de 300 metros sejam verificadas. A operação conta com o apoio da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) de Criciúma. “Estamos auxiliando a Vigilância Epidemiológica para que o foco seja combatido o quanto antes. Estamos alertando os moradores para não deixarem água parada e se apresentarem algum sintoma, procurar uma Unidade Básica de Saúde imediatamente”, ressalta o coordenador da Compdec de Criciúma, Valdonir Candido. Dores pelo corpo, febre, dor de cabeça e náuseas são alguns dos sintomas da picada do mosquito Aedes aegypti.

Orientações do Programa de Combate à Dengue:

O Programa de Combate à Dengue conta com mais de 700 armadilhas espalhadas por todos os bairros de Criciúma, além de aproximadamente 150 pontos estratégicos que são visitados quinzenalmente. O trabalho de prevenção é realizado por 13 agentes de endemias da Vigilância Epidemiológica de Criciúma.

– Tampar bem a caixa de água.

– Trocar a água de animais de estimação ao menos três vezes por semana.

– Não deixar lixo jogado.

– Limpar as calhas de água.

– Limpar as piscinas.

– Colocar areia nos pratos de plantas.

– Trocar a água das bromélias com um jato de água forte ao menos duas vezes por semana.

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