Protesto na Agronômica: trabalhadores do Samu cobram por melhorias

Protesto unificado acontece nesta terça-feira, 15, às 10h, em frente à casa do Governador Carlos Moisés

Trabalhadores do Serviço de Atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), de Santa Catarina, os funcionários e Sindicatos da Saúde das principais regiões do Estado promovem um protesto unificado nesta terça-feira, 15, às 10h, na Agronômica, em Florianópolis, em frente à casa do Governador Carlos Moisés. Com cartazes e faixas a ideia é de cobrar uma solução do Governo do Estado para o abandono dos serviços.

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Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), Cleber Ricardo da Silva Cândido, os mais de 950 profissionais que atuam no Samu contratados pela OZZ Saúde seguem há quatro anos sem direito a férias, há três anos sem reajuste salarial e sem FGTS.

“Entre outros prejuízos enfrentam no atendimento diário a precarização da infraestrutura das bases. Há relatos de problemas com infestação de insetos e roedores, colocando em risco tanto empregados quanto pacientes que têm contato indireto com equipamentos acondicionados nestes espaços. Há queixas de infiltrações que geram proliferação de fungos nas bases sem EPIs e uniformes em quantidade e qualidade adequadas ao enfrentamento do serviço de socorro, especialmente neste momento de pandemia de Covid-19”, denuncia o presidente.

Conforme ele, os funcionários estão cansados. “ A OZZ recebe a média de R$ 12 milhões por ano, e o lucro pode chegar até 8% do valor do contrato, ou seja, devem receber limpo R$ 1 milhão por mês, mas não cumprem seus compromissos com os trabalhadores. Não estamos pedindo muito, estamos solicitando o mínimo e sem direitos não dá para permanecer”, critica Cândido.

O sindicalista destaca a importância do Samu como prioridade para salvar vidas e atender os casos de urgência e emergência com a finalidade de melhorar o atendimento à população e prestar socorro nas residências, locais de trabalho e vias públicas.

“O Samu presta um serviço de excelência e assim deve continuar sendo, e se não forem tomadas providências urgentes, existe o risco de as atividades serem inviabilizadas em um curto espaço de tempo”,  comenta. Ainda segundo o presidente do sindicato, várias tentativas foram feitas buscando solução deste impasse há mais de dois anos.  E lista, uma reunião de  representantes dos funcionários junto com os gestores da OZZ, dia 09 de março deste ano, com o Secretário de Saúde do Estado, André Motta e no dia 27 de maio, Sindicatos da Saúde representando os trabalhadores das regiões de Florianópolis, Joinville, Criciúma, Chapecó, Mafra e Lages, participaram de uma reunião virtual com o presidente da comissão de saúde da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

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