Teste de fumaça irá identificar ligações irregulares de esgoto

Um equipamento insuflador de fumaça que permite inspecionar as redes de esgoto. Esta é a nova aquisição da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), para identificar inadequações, como ligações cruzadas entre as redes de drenagem pluvial (de água da chuva) e de esgoto, a existência de poços de visita (local em que os técnicos têm acesso à rede de esgotos), de caixas de inspeção quebradas (local em que o morador faz a conexão de seu sistema à rede da Casan) e de tubos quebrados. Também será possível identificar imóveis com instalações pluviais, como calhas e ralos, ligados na rede de esgoto.

“A Casan está se equipando com o que há de mais moderno para cumprir o desafio de tornar Santa Catarina um dos Estados com maior índice de coleta e tratamento”, aposta o diretor de Operação e Meio Ambiente, Paulo Meller. “O conjunto de obras em execução e as licitações em fase final, que deverão ser lançadas ainda em 2018, permitirão colocar Santa Catarina entre os cinco principais Estados do país no ranking de esgotamento sanitário nos próximos dois ou três anos”, destaca.

Antes de adquirir o equipamento para submeter alguma rede ao teste de fumaça, a Casan precisava montar processo licitatório e contratar empresas especializadas, todas fora de Santa Catarina. “Como é uma tecnologia cara, acabávamos restringindo muito o uso desta estratégia, perdendo uma ferramenta de controle ambiental importante”, explica o engenheiro da gerência de Políticas Operacionais da Companhia, Daniel Crippa.

Ainda segundo ele, a Companhia vai alertar os moradores da região sempre que for realizar o teste em algum bairro. “Mas os técnicos ressaltam que a fumaça utilizada é totalmente atóxica, não fazendo mal algum à saúde”, garante o engenheiro.

Antes de adquirir o equipamento para submeter alguma rede ao teste de fumaça, a Casan precisava montar processo licitatório e contratar empresas especializadas, todas fora de Santa Catarina. “Como é uma tecnologia cara, acabávamos restringindo muito o uso desta estratégia, perdendo uma ferramenta de controle ambiental importante”, explica Crippa.

A última vez que a Companhia se valeu do teste foi para identificar irregularidades no Norte da Ilha de Santa Catarina, nas proximidades do Rio do Braz. Uma empresa de São Paulo realizou entre julho e setembro de 2016 uma varredura nas redes daquela região de Florianópolis, quando identificou mais de 80 grandes ligações fora dos padrões, prejudicando o meio ambiente, afetando diretamente o Rio do Braz e causando poluição na praia de Canasvieiras. Todas as ligações clandestinas foram lacradas, iniciando assim o processo de recuperação ambiental de toda aquela área, que se refletiu inclusive na melhora da balneabilidade da praia.

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