Sindiceram acusa grevistas de atos de violência e agressão

Presidente dos Trabalhadores diz que existe é a clara tentativa de intimidar a ação do sindicato

Por meio de nota enviada na manhã desta quinta-feira, 25, o presidente do Sindicato das Indústrias de Cerâmica (Sindiceram), Otmar Müller, informou que houve atos de violência e agressão por parte de sindicalistas, na noite de ontem, 24, com intuito de impedir a entrada dos trabalhadores na fábrica Duratex RC1 (Portinari).

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“Violência em nome do direito de greve. Um dos diretores da empresa foi agredido no rosto, com documentação em vídeo. Com o impedimento do acesso ao trabalho, houve paralisação parcial da produção, que foi sendo retomada chegando a 70% da capacidade às 2 horas da madrugada e já 90% às 6 horas. Após as agressões houve a atuação da Polícia Militar agindo com firmeza para garantir o direito de ir e vir dos trabalhadores. Mais uma evidência de que não são os trabalhadores que querem a greve”, relata a nota do Sindiceram.

Contraponto

Por sua vez o presidente do Sindicato dos Ceramistas, Itaci de Sá, diz que não houve agressão física de nenhuma natureza. Segundo ele, o que existe é a clara tentativa de intimidar a ação do sindicato.

“A empresa está localizada a uns 500 metros de distância do asfalto, e tanto supervisor, encarregado, engenheiro, chefes, diretor vieram para a beira da estrada enfrentar o trabalhador. Eles não acreditam que iriam parar. Houve apenas bate boca. Se eles tivessem ficado no canto deles, não teria problema algum. A Polícia Militar chegou e deu uma acalmada. Na verdade, eles querem forçar uma ação forte da polícia e usar outros meios para acabar com a greve”, comenta Itaci de Sá.

Ainda segundo o sindicalista, a adesão dos trabalhadores vem tomando corpo. “Temos que mostrar que o trabalhador é unido. A mobilização irá se estender para outras unidades. Podemos paralisar a qualquer momento uma outra empresa. A greve é legal e vamos manter firme o nosso movimento”, finaliza.

Em nota, Sindiceram fala sobre a falta de acordo com o Sindicato dos Ceramistas

Sindicatos dos Trabalhadores e Patronal dos Ceramistas seguem sem chegar a acordo

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