Sem acordo, ceramistas iniciam greve neste sábado

Sem acordo com o Sindicato Patronal, trabalhadores ceramistas iniciaram greve na tarde deste sábado, dia 20. Até o momento, profissionais de duas cerâmicas de Criciúma aderiram pela paralisação.

Nas assembleias, dois pontos de pauta foram debatidos. A proposta patronal, sem aumento real de salários, reduções do adicional noturno de 30% para 20%, das horas extras nos feriados de 100% para 50% para novos contratados, criando uma situação de trabalhadores com contratos diferentes exercendo funções iguais. Além disso, a proposta patronal previa a diminuição do abono de férias de R$ 1.220,00 para R$ 600,00, estendendo-o aos não sócios

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“Hoje fizemos uma terceira proposta ao sindicato dos trabalhadores melhorando em muitos pontos. Mas, foi recusada, mais uma vez. Não havendo movimentos do lado laboral na busca de acordo. Há uma cláusula que tem sido o ponto de travamento: o pagamento de um abono de férias exclusivo aos filiados ao sindicato laboral.

As empresas se dispõe a manter este abono, mas, para todos funcionários. Da forma como é, só para os que pagam mensalidade ao sindicato laboral, hoje nas grandes empresas é entendido como incorreto. Configura financiamento sindical indireto, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Por isso infringe as regras de governança corporativa das organizações maiores, que hoje os controladores das maiores empresas da região”, explica Otmar Muller, representantes do Sindicato Patronal.

Nessa sexta-feira, dia 19, uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) foi realizada, não obtendo avanços nas negociações.

“Hoje, dia 20, pela manhã, apresentamos nossa proposta final, não aceita pelos dirigentes sindicais, nem se dispondo a levá-la para votação em assembleias. A persistir estas ameaças de greves deveremos acionar novamente o TRT através de processo de dissídio de greve”, relata Otmar.

A situação se arrasta há semanas e as partes não chegaram a nenhum acordo até o momento.

“O exercício do direito de greve tem também consequências negativas ao trabalhador. Dias de greve são faltas injustificadas, descontadas dos salários e outras consequências financeiras. Esperamos a evolução dos fatos neste final de semana para avaliar as providências judiciais mais adequadas ao momento”, afirma.

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