Saiba como funciona o Centro de Reabilitação Pós-Covid-19

Serviço é oferecido pela Secretaria de Saúde de Criciúma e auxilia pessoas que ficaram com sequelas da doença

O Centro de Reabilitação Cardiopulmonar Pós-Covid-19 é um serviço oferecido pela Secretaria de Saúde de Criciúma e auxilia pessoas que ficaram com sequelas da doença. A estrutura, montada no antigo Hospital do Rio Maina, anexo ao Centro de Tratamento Coronavírus, conta com: dois médicos, três fisioterapeutas, três profissionais de educação física, duas enfermeiras, uma psicóloga, uma nutricionista e uma enfermeira de feridas.

Mas você sabe quando uma pessoa que teve Covid-19 deve procurar a ajuda do Centro de Reabilitação? Todos que contrariam a doença, após o prazo de isolamento, podem receber o tratamento. Seja após apresentar sintomas leves ou graves.

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Para receber o tratamento, o morador de Criciúma deve primeiro procurar por atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu bairro. No local, durante uma consulta, será apresentado um questionário com oito perguntas. De acordo com as respostas, o profissional de saúde encaminhará o paciente para realizar o tratamento no Centro de Reabilitação Cardiopulmonar.

Triagem com equipe multiprofissional

Assim que chega ao Centro de Reabilitação, o paciente passa por uma triagem com uma equipe multiprofissional. Primeiramente é realizada uma espirometria, que é o teste de função pulmonar. Em seguida, é encaminhado para a avaliação com: psicóloga, nutricionista e profissional de educação física. Para finalizar o primeiro atendimento, uma consulta médica é realizada, com base nas avaliações realizadas pela equipe multiprofissional.

Avaliação espirometria com fisioterapeuta
Avaliação com nutricionista
Avaliação com profissional de Educação Física
Fisioterapia Ortopédica
Atendimento com Psicóloga

Exames médicos também são realizados, como de sangue e coração. Um teste cardiopulmonar é feito diretamente no local. O Centro de Reabilitação de Criciúma é o único no Brasil que possui o aparelho alemão, através do Sistema Único de Saúde (SUS), que avalia toda a parte cardiopulmonar. Após a avaliação final, o médico decide se a pessoa necessita do tratamento.

“A prioridade são os casos mais graves, pois as sequelas são muito piores. Mas, em geral, todos são atendidos”, explica o coordenador do Centro de Reabilitação Pós-Covid-19, Luiz Carlos Custódio Fontana.

Cada sessão de fisioterapia dura cerca de 30 minutos, com trabalho respiratório. Em seguida, os pacientes realizam um treinamento físico por aproximadamente uma hora na academia de musculação. Cada grupo é composto por 10 pessoas e realizado de duas ou três vezes por semana, dependendo da gravidade e cada caso. O tratamento dura cerca de seis semanas. Ao final, o paciente passa por uma nova avaliação médica. 

Paciente mais antigo do Centro de Reabilitação

Após a avaliação médica, se o paciente ainda apresentar algum problema, permanece no tratamento por mais seis semanas. Seu Rodolfo Vlademir Felizardo, de 58 anos, é o paciente mais antigo do Centro de Reabilitação. Ele contraiu o vírus em abril de 2020, ficou entubado 35 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mais 20 dias na clínica.

Devido à gravidade do caso dele, seu tratamento iniciou antes mesmo da estrutura do Centro ficar pronta. Ele recebia atendimento domiciliar do fisioterapeuta, duas vezes por semana. “Quando sai estava muito debilitado, não conseguia nem levantar sozinho. Usava fralda e fui pra casa em uma cadeira de rodas. Comecei a fazer a fisioterapia e meu pé, que estava paralisado, voltou a movimentar”, ressalta.

Um mês depois, Rodolfo precisou interromper o tratamento. Pois, apresentou estenose da traqueia, que é um estreitamento traqueal, devido ao uso do tubo no período de internação. Ele retornou ao tratamento após dois meses. “Se não fosse o Centro de Reabilitação eu não teria me recuperado”, conta emocionado.

 

 

Recuperação e retorno às atividades

Caso a pessoa apresente melhora, recebe alta, como é o caso da empresária Valdete Coelho, de 48 anos. Moradora do bairro São Defende, em Criciúma, ela realizou sua última sessão no dia 15 de julho. Valdete contraiu a Covid-19 no dia 4 de abril e permaneceu internada por 17 dias no Centro de Tratamento Coronavírus, no Rio Maina. Após 30 dias da alta hospitalar, ela iniciou o tratamento no Centro de Reabilitação.

“Sai do hospital bem debilitada, sem conseguir respirar direito, levantar e mal tomava banho sozinha. Hoje, após dois meses de tratamento, me sinto totalmente recuperada, perfeitamente bem. O Centro foi essencial na minha recuperação. Já voltei a fazer minhas atividades normais de antes da Covid-19” conta Valdete.

 

Transporte por aplicativo para pacientes

A Prefeitura de Criciúma ainda oferece serviço de transporte por aplicativo, em parceria com a empresa Motorista Particular (MOP), para pacientes que precisam realizar o tratamento e não conseguem se deslocar até o Centro de Reabilitação Cardiopulmonar Pós-Covid-19.

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