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MDB fecha com Moisés e indica Lunelli para vice

A reunião da executiva estadual do MDB (foto), na noite desta segunda-feira, dia 20, formalizou a intenção de uma aliança com o governador Carlos Moisés (Republicanos) com a novidade de indicar o ex-prefeito de Jaraguá do Sul e até então pré-candidato ao governo Antídio Lunelli para vice na chapa.

Antídio aceitou o que poderia ser nominada como uma saída honrosa, mas a ideia de que ele é a liderança capaz de unificar o partido passa longe do que diziam antes prefeitos, vices e deputados estaduais quando pregavam o apoio a Moisés, os mesmos que agora passaram a elogiar o ex-pré-candidato.

Também será interessante ver como algumas contradições em torno do nome do empresário serão tratadas pelo governador, movimento delicado para quem já apontou o ex-prefeito Udo Döhler como vice dos sonhos.

O MDB, em raro momento de apaziguamento, supera a insistência do seu presidente, o deputado federal Celso Maldaner, que parece mais ter colocado o bode na sala.

Na semana que vem, dia 27, a executiva se reunirá para decidir sobre o nome da sigla à vaga de senador na chapa majoritária, sinal de que a aproximação de Moisés e PSDB fez eco entre os emedebistas, que se encontraram em um hotel da Capital para fugir da proximidade da sede do diretório estadual com a rua.

Sinal verde

No domingo, dia 19, Moisés chamou às pressas para uma conversa o presidente da Assembleia, deputado Moacir Sopelsa, que estava em Concórdia.

Tudo leva a crer que o assunto tratado foi uma prévia reunião desta segunda e o recado foi enviado à executiva, resta saber se em tom de preocupação pela falta de uma definição ou no sentido de apoiar a deliberação em torno de Antídio, a mesma que Celso havia divulgado horas antes como sendo a solução mais viável.

A frente pró-Décio

Com um lapso temporal de pouco menos de dois dias, PDT e PCdoB falaram a mesma língua para apoiar o ex-deputado Décio Lima (PT) ao governo, sinal de que a Frente Democrática intensifica o isolamento do senador Dário Berger (PSB), cada vez mais enfraquecido.

Na mesma tacada, brizolistas e comunistas disseram que não aceitam o ex-deputado Gelson Merisio (Solidariedade) de vice de Décio e trabalham para indicar a ex-deputada Angela Albino (PCdoB) como companheira de chapa do petista ou formalizar um pré-candidato ao Senado pelo PDT, a forma de deixar Ciro Gomes quase a pé no Estado.

Dário e Merisio sonham com a interferência de Lula, capaz de reverter o jogo, ou apelam para métodos mais metafísicos, quem sabe com a intervenção de alguma força divina.

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