Representantes de 500 mil trabalhadores catarinenses se reúnem em Criciúma

Representantes de cerca de 500 mil trabalhadores catarinenses estarão em Criciúma na próxima segunda-feira, para avaliar e definir encaminhamentos em relação a campanha salarial dos trabalhadores do setor.

A informação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé, também vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado de Santa Catarina (Fetiesc), com apoio do movimento sindical sul e centrais sindicais, que vai receber os sindicalistas no Auditório Milton Mendes de Oliveira.

“A situação em Criciúma e região, com empresas contratando seguranças armados e recebendo apoio explícito da Polícia Militar para coibir e impedir o exercício constitucional do movimento sindical e, ao mesmo tempo, acuar a classe trabalhadora, se tornou preocupação estadual e vai resultar em uma tomada de posição conjunta”, acrescenta Carlos de Cordes.

Segundo ele, a Fetiesc está mobilizando dirigentes dos 45 sindicatos filiados, que representam mais de 300 mil trabalhadores. A Federação dos Mineiros do Carvão do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná aderiu a mobilização. Na região sul, o movimento sindical hipotecou apoio à luta dos trabalhadores das indústrias plásticas e as centrais sindicais com representação no estado enviarão representação de seus sindicatos filiados.

“Os sindicatos patronais decidiram fazer um enfrentamento inaceitável, pressionando e acuando os trabalhadores, até horários de entrada e saídas de turnos foram alterados e não são poucas as empresas que estão mantendo seguranças, alguns armados, para impedir a atuação sindical, condutas antissindicais jamais vistas, e que podem ter desdobramentos inimagináveis”, afirmou Dé.

O dirigente sindical salienta que desde o início da campanha salarial a diretoria do Sindicato tem estado aberto ao diálogo e à negociação, mas os sindicatos patronais insistem em incluir na convenção coletiva, na íntegra, a reforma trabalhista, eliminando conquistas históricas, retirando direitos, sem melhorar as condições salariais da categoria. “É contra isto que estamos lutando, de forma democrática, ordeira e enfrentando uma classe patronal determinada a provocar um enfrentamento que não leva a nada”, finaliza de Cordes.

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