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Renunciar não é garantia de candidatura

O tom festivo que marcou as renúncias de Gean Loureiro (União Brasil), em Florianópolis, e Antídio Lunelli (MDB), em Jaraguá do Sul, na foto, é o primeiro passo de ambos para se tornarem conhecidos do eleitor catarinense, um desafio ainda maior para o emedebista, que enfrenta, paralelamente, a desconfiança e a falta de apoio de segmentos importantes e de quem tem voto e mandato dentro do próprio partido.

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O longo período entre julho e agosto em que, a exemplo de outros que renunciaram, devem esperar pelas definições das convenções, exige muita conversa e costura em cima de fatos concretos, não apenas de embarques em aventuras eleitorais.

O tamanho do problema de Antídio, que passou o cargo ao vice Jair Franzner um dia antes da festa no sábado (2), no Teatro lotado da SCAR, deve ser resumido em números, pelo pequeno número de deputados estaduais – dois dos nove, dez se considerada a suplente Dirce Heiderscheidt – e de prefeitos presentes – apenas 12 citados pelo cerimonial, em um universo de 96 mandatários emedebistas, mais quatro vices, entre os 30 da sigla -, enquanto a assessoria do pré-candidato falava em mais de 40 prefeitos.

O projeto dele não empolga nem externamente, pois ao contrário da profusão de siglas e representantes, com ou sem mandato, que acompanharam o ato de despedida de Gean, que abarrotou o plenário da Assembleia, inclusive Antídio e o deputado federal Celso Maldaner, presidente estadual do MDB, pouquíssimas presenças foram anotadas na que deveria ser a festa de pré-lançamento ao governo do já ex-prefeito de Jaraguá.

Velha guarda

Os emedebistas mais tradicionais foram dar o abraço em Antídio, que, por acordo prévio, já havia decidido passar a cadeira a Franzner, com ou sem projeto ao governo.

Os deputados Ada de Luca e Fernando Krelling, do MDB, e Vicente Caropreso (PSDB), médico que tem base em Jaraguá, mais a primeira suplente de senador (de Jorginho Mello, PL) Ivete Appel da Silveira, o ex-deputado Edinho Bez, o ex-senador Neuto de Conto, ex-prefeito Udo Döhler (Joinville) e o ex-governador Eduardo Pinho Moreira se juntaram aos deputados federal Celso Maldaner e Carlos Chiodini, patrocinadores da pré-candidatura de Antídio até as últimas consequências.

Líderes empresariais da região também foram saudar o ex-prefeito emedebista, gesto mais do que natural para um igual, um empreendedor de peso no Estado.

Necessidade

Para qualquer candidato ao governo interessam as alianças que serão construídas, de hoje até as convenções entre julho e agosto.

Gean e Antídio, que ainda podem estar juntos, precisam de musculatura e partidos coligados, qualquer outra situação será vista como bravata.

Destino

A maioria dos políticos que precisavam ir à caça aos votos estavam em um outro evento, no sábado (2), a Feijoada do Cacau, que ocorria ao mesmo tempo no badalado P12, em Jurerê Internacional, Florianópolis.

O governador Carlos Moisés (Republicanos), Gean Loureiro (União) e o senador Esperidião Amin (PP), só para citar alguns pré-candidatos ao governo, passaram pelo evento, resta saber se isso rende alguma coisa junto ao eleitor.

O deputado Fernando Krelling participou dos dois eventos, na Capital e em Jaraguá do Sul.

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