Profissionais da saúde debatem temas relacionados ao suicídio

Os casos de suicídio têm aumentado consideravelmente nos últimos anos e as taxas que mais tem crescido envolvem adolescentes e adultos jovens. Para se ter uma ideia, o suicídio é a segunda maior causa de morte entre adolescentes e adultos jovens no Estado e as taxas do ato aumentaram 25% nos últimos dez anos entre pessoas mais jovens. Santa Catarina é hoje o segundo estado com a maior taxa de suicídio do Brasil.

Os dados foram apresentados pela médica psiquiatra Joana Pargendler durante a abertura do 15ª Simpósio de Neurociências da Unesc, na última sexta-feira, 22. Segundo ela, os dados chamam a atenção para a necessidade de tomada de atitude do poder público e da sociedade a respeito do assunto.

Durante a palestra, Joana apresentou outros dados ainda. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), quase 100% dos suicídios estão ligados a transtornos mentais e, por isso, são potencialmente evitáveis. Além disso, 75% dos suicidas procuraram atendimento em serviço de atenção primária até um mês antes do ato.

“Ainda há um despreparo dos trabalhadores da área da saúde para atender a estas demandas e há falta estrutura no SUS para atendimentos ambulatoriais e de internação para pacientes com transtornos mentais. A capacitação de profissionais das áreas da saúde e da educação, a conscientização da sociedade a respeito do tema e a cobrança das entidades públicas por melhoras na estrutura de atendimento na saúde mental são necessários para mudarmos esse quadro”, afirma a psiquiatra.

A palestra de Joana Pargendler foi mediada pela coordenadora do Laboratório de Neurociências da Universidade, Alexandra Zugno.

 

 

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