Operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro resulta em 25 mortes

Até o fim da tarde desta quinta-feira, enquanto prosseguia em andamento, a operação policial no Jacarezinho, região Norte da capital carioca, somava 25 mortes, incluindo a de um policial civil que participava da incursão. Os números fazem com que essa seja a ação policial mais letal da História do Estado do Rio.

A operação da Polícia Civil no Jacarezinho teve como alvo uma organização criminosa que atua no local e que seria responsável por homicídios, roubos, sequestros de trens da SuperVia e o aliciamento de menores para atuarem no tráfico local. A ação foi chamada de Exceptis e é coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

De acordo com a investigação, entre dezembro de 2020 e abril de 2021, os criminosos do Jacarezinho sequestraram trens da SuperVia, numa forma de atuação que é semelhante às empregadas por grupos terroristas, destaca a polícia. A apuração da DPCA indica ainda que os traficantes expulsam moradores de suas casas, e alguns estão sendo mortos. Os corpos teriam sumido.

A Polícia estava em busca de 21 integrantes de um grupo criminoso

A investigação começou a partir de notícias recebidas pela unidade policial que levou à identificação — após a quebra dos dados telemáticos autorizados pela Justiça — de 21 integrantes do grupo criminoso. Todos eles, de acordo com a polícia, responsáveis por garantir o domínio territorial da região com o uso de armas.

A DPCA identificou que há, no Jacarezinho, uma estrutura típica de guerra, com centenas de “soldados” armados com fuzis, pistolas, granadas, coletes balísticos, roupas camufladas e outros acessórios militares. Segundo a delegacia, a favela é considerada um dos quartéis-generais da maior facção criminosa do Estado.

Segundo a Polícia Civil, na casa onde pelo menos oito suspeitos estavam, e que foram mortos, era o local onde as crianças cooptadas pelo tráfico eram treinadas para usarem pistolas e fuzis para atuarem no Jacarezinho. Os investigadores afirmaram que, quando eles chegaram à residência, foram atacados e revidaram.

A polícia destacou ainda que há dificuldade de agir no Jacarezinho por causa das barricadas instaladas por traficantes e das táticas de guerrilha usadas pela quadrilha.

Defensoria Pública acompanhou a operação

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro acompanhou os desdobramentos da operação policial no Jacarezinho. Representantes da instituição estiveram no local, por meio de sua Ouvidoria e do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, ouviram moradores e apuraram as circunstâncias da operação, a fim de avaliar as medidas individuais e coletivas a serem adotadas.

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