Operação Luz na Infância prende 12 pessoas por pedofilia

A Polícia Civil prendeu em flagrante nesta quinta-feira, na Operação Luz na infância, 12 pessoas pelo crime de pedofilia em Santa Catarina. Um dos conduzidos foi apreendido porque tem 17 anos e tinha em sua posse imagens de crianças. Outros 35 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Garuva, São Bento do Sul, Jaraguá do Sul, Brusque, Blumenau, Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Tijucas, Lages, Florianópolis, São José, Palhoça, Jaguaruna e Criciúma. Foram apreendidos notebooks, HDs, celulares.

A Operação Luz na Infância é uma ação nacional de combate à pedofilia coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública (Mesp), em parceria com as polícias Civis do Distrito Federal e de 24 estados. Em Santa Catarina, a operação foi coordenada pela Deic/Drci – Divisão de Repressão a Crimes na Internet. Participaram das ações 183 agentes de segurança, sendo 140 policiais civis e 43 peritos do IGP.

De acordo com o diretor da Deic, delegado Anselmo Cruz, as pessoas presas na manhã desta quinta-feira tinham em sua posse imagens (fotos, vídeos, animações) com conteúdo identificado como pornografia infantojuvenil, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Estes 12 presos mais os adolescentes apreendidos não tinham como negar que as imagens lhes pertenciam, por isso a prisão em flagrante. Mas é importante salientar que após a conclusão da análise que os peritos do IGP fizerem nos equipamentos apreendidos outras pessoas poderão ser indiciadas”, observou o delegado.

Titular da Divisão de Repressão a Crimes, o delegado Luiz Felipe Rosado disse que há quatro meses trabalhava na identificação de suspeitos e levantando indícios para embasar os pedidos de busca e apreensão nas residências, junto ao Poder Judiciário. “É um trabalho delicado porque o trânsito desse material pornográfico infanto-juvenil se dá entre as pessoas, que trocam arquivos. Também há pessoas que produzem e comercializam filmes com pornografia infantil”, observou delegado Luiz Felipe Rosado.

Participação do IGP

Todos os mandados de busca foram cumpridos por equipes formadas por policiais civis e peritos do IGP. Isso porque o IGP é responsável por identificar se há material suspeito no computador da pessoa suspeita. “Para isso usamos um software forense que consegue varrer o equipamento e, em 20 minutos, em média, localiza os arquivos que podem ter conteúdo pornográfico”, explicou o perito do IGP Wilson Leite.

O diretor do Instituto de Criminalística do IGP, Tiago Petry, informou que todo o material apreendido será periciado no IGP. Os laudos dos presos em flagrante serão liberados ainda nesta quinta-feira. Os demais serão analisados nos próximos dias.

O delegado Anselmo destacou que é considerado crime de pedofilia armazenar, produzir e disponibilizar material com conteúdo pornográfico envolvendo crianças. Outro dado importante é que não há um perfil que caracterize o pedófilo. “São pessoas das mais variadas idades e mais diferentes níveis socioeconômicos”, afirmou.

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