Escutar é estar presente: prevenção e valorização da vida vão além do Setembro Amarelo

O cuidado com a saúde emocional não tem prazo para terminar

Por
4 Min

Escutar é estar presente: prevenção e valorização da vida vão além do Setembro Amarelo
Divulgação

Com o fim de setembro, mês marcado nacionalmente pelas ações do Setembro Amarelo, o debate sobre prevenção e valorização da vida reforça a importância de continuar durante todo o ano. Para o Centro de Valorização da Vida (CVV), a escuta acolhedora e a disponibilidade para conversar são formas de oferecer apoio a pessoas que enfrentam momentos de sofrimento emocional.

O CVV atua na prevenção e na valorização da vida por meio do atendimento voluntário e gratuito e da produção de conteúdos sobre saúde emocional. A organização também disponibiliza materiais informativos em seu site, no canal oficial no YouTube, em podcasts e no TikTok, ampliando o acesso à informação e ao diálogo sobre o tema.

Em 2026, a campanha do CVV para o Setembro Amarelo tem como tema “Escutar é estar presente”. A proposta é chamar a atenção para a importância de ouvir com atenção, respeito e acolhimento, especialmente em uma rotina marcada pela velocidade, pelas distrações e por relações cada vez mais mediadas pela tecnologia.

Em muitos casos, ter alguém disponível para ouvir pode representar uma forma de acolhimento e de fortalecimento dos vínculos. A iniciativa busca incentivar essa prática no cotidiano, seja entre familiares, amigos, colegas de trabalho ou vizinhos.

“Nem sempre conseguimos aliviar a dor de quem sofre, mas podemos fazer com que essa pessoa não precise carregá-la sozinha. Quando escutamos com atenção, respeito e sem julgamentos, mostramos que ela é importante. Muitas vezes, é justamente esse acolhimento que faz toda a diferença”, afirma Eliane Soares, voluntária do CVV.

Segundo Olívia Rocha, coordenadora do CVV de Criciúma, as pessoas que procuram ajuda apresentam diferentes motivos para buscar uma conversa. Entre os assuntos relatados estão sentimentos de solidão, perdas relacionadas à saúde, a pessoas próximas, ao trabalho ou a bens, além de questões relacionadas à depressão, relacionamentos e outras situações que despertam a necessidade de compartilhar o que estão vivendo.

Uma rede que continua depois de setembro

A prevenção e a valorização da vida não se restringem às ações realizadas durante um único mês. Em Santa Catarina, a Rede de Proteção à Vida (RPV) reúne iniciativas voltadas à prevenção, ao cuidado e à promoção da vida, reforçando a importância de uma atuação contínua e articulada.

Nesse contexto, o Setembro Amarelo funciona como um período de maior visibilidade para um debate que precisa permanecer presente nos demais meses. A proposta não é concentrar a atenção sobre o tema apenas durante a campanha, mas aproveitar esse momento para ampliar o acesso à informação, fortalecer os vínculos e incentivar a busca por apoio quando necessário. 

Olívia destaca que o movimento tornou-se maior do que a instituição. Ao longo dos anos diferentes setores da sociedade passaram a participar das ações de conscientização, fazendo com que a prevenção e a valorização da vida fossem incorporadas a escolas, universidades, instituições públicas, empresas, serviços de saúde e comunidades.

Mais do que uma campanha de setembro, a proposta é construir uma cultura permanente de cuidado. Para isso, pequenas atitudes do cotidiano também podem fazer parte dessa rede: perguntar como alguém está, prestar atenção à resposta e reservar tempo para uma conversa verdadeira. A escuta, nesse sentido, não termina quando setembro acaba. Ela pode continuar presente nas relações durante todo o ano.

(Trabalho de assessoria voluntário de Assessoria de Comunicação, do curso de Jornalismo do Centro Universitário SATC, sob supervisão da professora Nadia Couto).


Notícias Relacionadas »