Metalúrgicos de Criciúma entram em greve por aumento real e paralisação atinge a Sical
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Os trabalhadores metalúrgicos de Criciúma e região iniciaram, na manhã desta quarta-feira (23), um movimento de greve para cobrar avanços nas negociações salariais. A paralisação teve início na empresa Sical, em Criciúma, marcando um novo estágio na mobilização da categoria que busca valorização profissional.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Criciúma e Região (Sindimetal), João Batista da Silva, conhecido como Boca, a categoria decidiu cruzar os braços após meses de tentativas de diálogo sem sucesso. O impasse central reside na ausência de uma proposta de aumento real, já que a oferta atual das empresas cobre apenas a inflação acumulada.
"A negociação se arrasta desde o mês de maio, data-base da categoria, sem uma proposta de valorização do sindicato patronal", explica o presidente. Atualmente, a proposta sinalizada é de 4,11% de reajuste geral, índice que corresponde estritamente à reposição da inflação do período.
O movimento na Sical é visto como o ponto de partida para pressionar o sindicato patronal a apresentar números mais favoráveis. Segundo Boca, a categoria está unida em busca de um ganho que vá além da manutenção do poder de compra. “A nossa pressão é para garantirmos ganho real, que vá além da reposição da inflação. Por isso, os trabalhadores decidiram pela greve”, destacou o líder sindical.
As negociações entre o Sindimetal e os representantes patronais seguem sem uma data definida para um novo encontro, enquanto os trabalhadores aguardam uma contraproposta que atenda às reivindicações de aumento real.