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A ingestão de açúcar na primeira infância e a cessão antecipada do aleitamento maternos são os principais fatores para incidência de cáries até os dois anos de idade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o leite materno até os seis meses ou, pelo menos até 24 meses como forma complementar. Os números fizeram parte de uma pesquisa com 800 crianças na região norte do Brasil, há dois anos atrás e retornam no Agosto Dourado.
Os resultados da estimativa reforçaram o papel dos açúcares no desenvolvimento da cárie.
“Sozinha, a lactose do leite materno não causa esse tipo de problema. Praticamente todas as crianças do estudo estavam expostas de forma precoce aos açúcares”, acrescenta Jenny Abanto, primeira autora do trabalho, realizado durante estágio de pós-doutorado no Departamento de Epidemiologia da USP, e atualmente professora da Faculdade São Leopoldo Mandic, em São Paulo.
Segundo a dentista Rafaela Camargo, da clínica Dental Arte, o desenvolvimento como um todo da criança é nítido com o leite materno.
“A amamentação contribui no processo de crescimento dos ossos, dos músculos e das funções da boca e da face de um recém-nascido. Indicamos a ingestão de alimentos sólidos apenas depois de seis meses a um ano, quando a musculatura da língua e da face já está adequada e formada”, explica a especialista.
Benefícios adicionais
Para a especialista em saúde bucal, Ketelin de Sá, a respiração é outra vantagem adicional para o bebê que recebe o leite materno.
“Durante a amamentação, o ato traz um padrão respiratório mais eficiente à criança. Ela aprende a respirar pelo nariz e ainda cria um contato ainda mais íntimo com a mãe”, esclarece. “E ainda evita o uso de chupetas e outros bicos artificiais que vão trazer prejuízos à saúde como um todo do nenê”, completa.