Siderópolis oferece curso gratuito de italiano através de parceria internacional com Val di Zoldo

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Divulgação/Prefeitura de Siderópolis

Uma parceria que perdura há mais de três décadas entre Siderópolis, em Santa Catarina, e Val di Zoldo, na Itália, traz novos frutos para a comunidade local. Por meio do gemellaggio, o município está oferecendo um curso gratuito de italiano ministrado pela professora Marta Tachetto. A iniciativa visa não apenas o ensino do idioma, mas a preservação da conexão cultural entre os dois países.

A professora Marta Tachetto expressou sua satisfação com o projeto, destacando o objetivo de manter viva a ponte entre italianos e descendentes brasileiros. A ação conta com o suporte do Governo Municipal de Siderópolis, articulado pela Secretaria de Educação e pelo Departamento de Cultura e Turismo.

O foco inicial da capacitação são os educadores da rede municipal, com aulas em três unidades escolares. De acordo com o secretário de Educação, Méricles Rossa, o aporte na formação docente reflete diretamente na melhoria da qualidade do ensino oferecido na cidade. Além dos professores, o curso contempla seminaristas do Seminário São Pio X, membros da Associação Amigos de Forno di Zoldo e a comunidade em geral.

Arisson Fabrício Nunes, assessor de Cultura e Turismo, ressaltou o sucesso da iniciativa, observando que as turmas organizadas em conjunto com a Associação Bellunesi nel Mondo encontram-se lotadas. A presença da docente italiana no município segue até o dia 31 de agosto. Durante este período, o cronograma inclui atividades voltadas à valorização das tradições herdadas dos antepassados.

O resgate histórico também foi enfatizado por Ângelo Natal Périco, presidente da Associação Cultural Amigos de Forno di Zoldo, do Rio Jordão. Ele relembrou o pacto de amizade firmado em 1995, que foi fundamental para recuperar o orgulho da ascendência italiana, superando estigmas de períodos históricos anteriores. Para Périco, as ações do gemellaggio são essenciais para fortalecer o sentimento de pertencimento e valorizar a língua e os costumes locais.

FONTE: Jessica Rosso Crepaldi