O Sul de Santa Catarina registrou a criação de 5.096 novos postos de trabalho formal no primeiro semestre de 2026. Embora o saldo seja positivo, o número representa uma queda de 52% na comparação com o mesmo período de 2025, quando haviam sido geradas 10.611 vagas. Este é o menor desempenho para os primeiros seis meses do ano desde 2020, período impactado pela pandemia de Covid-19.
De acordo com o economista Leonardo Alonso Rodrigues, a desaceleração econômica nacional e a manutenção de juros altos são fatores que contribuem para este cenário. O desempenho regional foi sustentado pelo primeiro trimestre, que acumulou 6.678 vagas (janeiro com 1.319, fevereiro com 2.332 e março com 3.027). Entretanto, o segundo trimestre apresentou retração, fechando com saldo negativo de 1.582 postos, após perdas consecutivas em maio (-1.157) e junho (-991).
Na Região Carbonífera (Amrec), o saldo semestral foi de 2.112 empregos, um recuo de 49% frente às 4.146 vagas de 2025. O economista Alison Fiuza pontua que o setor de serviços, que historicamente sustenta a geração de empregos, sofreu impactos recentes, gerando preocupação.
Entre os municípios da Amrec, Içara liderou a criação de vagas com um saldo de 621 postos. Criciúma, por outro lado, registrou a queda mais acentuada: passou de 1.836 vagas no primeiro semestre de 2025 para apenas 254 em 2026, uma redução de 86%. Outras cidades como Morro da Fumaça e Balneário Rincão apresentaram crescimento no saldo de contratações em relação ao ano anterior.
Os dados integram o Boletim do Emprego Formal, elaborado com base no Novo Caged e disponibilizado pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic).