Lideranças políticas e empresariais discutem rumos da economia catarinense no projeto Diálogos Fecomércio

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Lideranças políticas e empresariais discutem rumos da economia catarinense no projeto Diálogos Fecomércio
Divulgação/Fecomercio

O projeto Diálogos Fecomércio promoveu, nesta segunda-feira (20), um encontro estratégico entre empresários catarinenses e lideranças políticas no Hotel Sesc Cacupé, em Florianópolis. O evento recebeu o ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), o senador Esperidião Amin (Progressistas) e o deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) para um almoço com cerca de 80 representantes do setor produtivo de todas as regiões do estado.

Durante a reunião, o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac de Santa Catarina, Hélio Dagnoni, entregou aos pré-candidatos uma lista de preocupações urgentes. Entre os temas centrais estão o impacto das apostas on-line (bets) na renda das famílias, as altas taxas de juros e a falta de isonomia tributária frente aos marketplaces estrangeiros.

Dagnoni enfatizou que o setor não pode aceitar soluções simplistas para problemas complexos. "Relatamos aos candidatos nossas preocupações como empresários que estão na ponta, gerando emprego e renda. Reforçamos esses pontos aos pré-candidatos, para que não se opte por discursos fáceis e populistas", declarou o presidente.

Os pré-candidatos sinalizaram abertura total às demandas. João Rodrigues ressaltou que "momentos como este são fundamentais para todo e qualquer pré-candidato", defendendo o diálogo com quem produz. Já Esperidião Amin pontuou que a proximidade com o setor de serviços e comércio é vital para a gestão pública. “Encontros como este nos dão energia e iluminam os problemas reais da nossa economia”, afirmou o senador.

Antídio Lunelli também reforçou seu compromisso com a pauta empresarial, demonstrando otimismo com o potencial do país. O deputado afirmou que "irá trabalhar pelas demandas apresentadas" e projetou que o Brasil tem condições de se tornar a terceira maior economia do mundo, caso o rumo político seja acertado.

Além das taxas de juros, a Federação demonstrou apreensão com possíveis mudanças na jornada de trabalho, que, segundo Dagnoni, podem reduzir investimentos e causar prejuízos a longo prazo para a economia catarinense e brasileira.


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