Ponte Anita Garibaldi: concessionária aguarda por envio de documentação do DNIT há três anos
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O deputado estadual Mário Motta (PSD) trouxe a público nesta terça-feira (14), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), informações alarmantes sobre a situação da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna. Segundo o parlamentar, a concessionária que administra o trecho da BR-101 busca, sem sucesso, documentos essenciais da construção da ponte há pelo menos três anos, o que pode ter atrasado a identificação dos problemas que levaram à interdição total da via no último dia 9 de julho.
De acordo com documentos obtidos pelo gabinete do deputado, a concessionária e uma consultoria técnica alertaram a ANTT ainda em maio de 2023 que o projeto "As Built" (como construído), entregue pelo DNIT, estava incompleto. Faltariam registros fundamentais como diários de obra, boletins de campo e dados sobre o fechamento do vão central e ajustes nos estais. "O que nós estamos apurando é uma verdadeira falta de respeito com o catarinense", afirmou Mário Motta na tribuna.
A interdição da ponte ocorreu após a descoberta de uma abertura de 2,5 milímetros entre aduelas e o posterior rompimento de cabos de protensão. O deputado apresentou uma fotografia da época da construção que mostra um desnível no ponto de encontro das estruturas, detalhe que, segundo ele, não consta na documentação oficial disponibilizada até agora. O parlamentar sugere que soluções adotadas na época para fechar o vão central podem estar afetando a estrutura global da ponte hoje.
Diante do impasse técnico e burocrático, Mário Motta protocolou uma Moção de Apelo direcionada ao DNIT e à ANTT. O objetivo é garantir que toda a documentação histórica da obra seja localizada e preservada. Para o deputado, a demora na entrega desses dados é inaceitável e impacta diretamente a segurança e a economia da região Sul.
“Todas essas respostas deveriam estar na mesa da concessionária há anos. Se eles já tivessem sido respondidos, talvez não estaríamos precisando enfrentar essa dolorosa paralisação do trânsito na ponte", ressaltou o deputado, completando que "a ANTT e o DNIT precisam ser responsabilizados por todo esse prejuízo que o estado está enfrentando”.
O deputado agora avalia novas medidas institucionais, pontuando que a falta de documentos compromete a fiscalização e a vida útil daquela que é uma das maiores obras de infraestrutura do litoral catarinense.