“Precisamos nos reinventar”: Nicolas analisa cobrança por criatividade e projeta maratona do Criciúma fora de casa
Em coletiva, atacante minimizou reserva no último jogo, destacou a força do elenco comandado por Eduardo Baptista e projetou o confronto decisivo contra o Operário-PR.
Fotos: Celso da Luz/ Assessoria de imprensa C.E.C.
O elenco do Criciúma se reapresentou nesta semana com um recado claro da comissão técnica: é preciso ter mais ousadia, drible e repertório na Série B do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva, o atacante Nicolas avaliou o atual momento da equipe e concordou com a necessidade de o time se "recriar" para furar os bloqueios defensivos dos adversários.
O desafio de jogar no Heriberto Hülse"O futebol é muito improviso, é natural da essência dele. Acredito que quando o professor fala isso, é justamente na parte final do campo, onde a gente tem que criar situações diferentes", explicou o atacante. "Os clubes se estudam. Assim como a gente estuda o Operário, eles estudam as nossas movimentações e características. Se a gente não tiver criatividade e repertório, ficamos previsíveis, e o futebol previsível acaba engessado."
Nicolas comentou sobre a postura das equipes que visitam o Majestoso. Citando exemplos recentes, o atacante pontuou que os adversários têm mudado suas estruturas táticas tradicionais,adotando até linhas de cinco defensores,exclusivamente para segurar o Criciúma dentro de casa.
Embora se sinta muito confortável jogando com o apoio da torcida carvoeira, o jogador lamentou o tropeço na última rodada e cobrou eficiência: "Ao meu ver, perdemos dois pontos na última rodada. Vamos ter que recuperar esses pontos vencendo fora de casa em algum momento da competição."
Maratona fora de casa e a busca pelo G-6O mês de maio reserva uma sequência dura para o Tigre, com quatro partidas longe de Santa Catarina. Para o próximo compromisso diante do Operário, no Paraná, Nicolas destacou qual deve ser a postura ideal da equipe para sair de campo com os três pontos.
"Acima de qualquer coisa, temos que ser equilibrados e letais. Fora de casa a gente tem pouquíssimas oportunidades, e as poucas que temos, precisamos aproveitar, além de defender muito bem. O Criciúma entra em qualquer jogo da competição para vencer. Não vamos ao Paraná buscar um empate", garantiu.
Rodízio no ataque e a mentalidade de grupoQuestionado sobre a rotatividade no setor ofensivo e o fato de ter começado a última partida no banco de reservas, Nicolas foi maduro. O atacante rechaçou qualquer tipo de vaidade ou insatisfação que possa prejudicar o ambiente no vestiário.
"Ninguém gosta de ficar no banco, eu também não gosto, mas é uma decisão que sempre vai caber ao treinador e será respeitada. O professor faz essas trocas justamente para tirar todo mundo da zona de conforto e deixar todos em condições iguais de competir", revelou o camisa 9. "Temos um grupo muito bom, que se respeita e que, acima de tudo, quer levar o Criciúma para a Série A. Esse tipo de problema não vai existir aqui."
O atacante, que vinha sendo poupado de algumas atividades devido ao controle de carga física, garantiu estar 100% recuperado, treinando normalmente e totalmente à disposição para o duelo contra o Fantasma.