Polícia Civil de Criciúma desarticula esquema interestadual de estelionato coordenado de dentro de presídio

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Polícia Civil de Criciúma desarticula esquema interestadual de estelionato coordenado de dentro de presídio
Divulgação

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Criciúma, deflagrou uma operação na manhã desta segunda-feira para desarticular um esquema interestadual de estelionatos eletrônicos, extorsões e fraudes patrimoniais. A ação resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão em uma unidade prisional no Rio Grande do Sul.

As investigações apontam que o suspeito, que já cumpre pena no sistema prisional gaúcho, seria o coordenador do esquema criminoso. Mesmo detido, ele utilizaria aparelhos celulares introduzidos irregularmente na unidade, além de redes sociais e aplicativos de mensagens, para operacionalizar golpes e manter contato com comparsas.

O inquérito teve início após o registro de uma fraude na venda de um videogame via aplicativo de mensagens. A polícia descobriu que o investigado utilizava identidades falsas, perfis fraudulentos e terceiros para intermediar negociações fictícias e obter bens de alto valor.

Atuação em diversas cidades
A Polícia Civil identificou a possível vinculação do investigado com crimes semelhantes em diversas cidades catarinenses, incluindo Criciúma, Içara, Urussanga, Balneário Arroio do Silva, Tubarão, Capivari de Baixo, Lages, Blumenau, São José, Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz. A estrutura indica uma atuação serial com divisão de tarefas.

Durante as buscas na cela do investigado, foram apreendidos um aparelho celular e dois chips de operadoras distintas. O material passará por análise para aprofundar a investigação sobre a dinâmica dos crimes, que englobam estelionato, extorsão, associação criminosa, falsa identidade e uso de documento falso.

 Próximos passos
Segundo os delegados Márcio Campos Neves e Gleidston Costa, as diligências continuam para identificar outros participantes, receptadores e novas vítimas. Maiores detalhes sobre o conteúdo apreendido e novas linhas investigativas seguem sob sigilo para garantir a colheita de provas e a identificação de todos os envolvidos.

A operação contou com o apoio coordenado da PECS/ASD, DPR, ARIPEN, ALIPEN, GIR 7 e CANIL 7.


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