Greve dos professores da Afasc começa nesta terça-feira em Criciúma
Categoria cobra adequação salarial enquanto atendimentos podem ser impactados nas unidades educacionais
Divulgação Afasc
Professores da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) iniciam um movimento de greve nesta terça-feira (12). A paralisação, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (Steersesc), começa pelo CEI Afasc Professor Lapagesse e deve se estender às outras unidades da rede municipal.
A principal demanda da categoria é o pagamento do piso nacional do magistério. Atualmente, o valor fixado é de R$ 5.130,64 para 40 horas semanais, mas os docentes afirmam receber aproximadamente R$ 3,1 mil. A expectativa do sindicato é que cerca de 350 profissionais adiram ao movimento.
As negociações prévias não evitaram o impasse. A Afasc ofereceu um reajuste de 6,36%, proposta que foi rejeitada de forma unânime pelos trabalhadores em assembleia.
Pelo lado da Afasc, o argumento é que o piso nacional se aplica a concursados e que o impacto financeiro de 63% na folha de pagamento seria inviável. A instituição tentou impedir a greve judicialmente, mas o Tribunal Regional do Trabalho, por meio do juiz Hélio Henrique Garcia Romero, negou o pedido de liminar na noite de segunda-feira (11).
Em nota oficial, publicada no domingo (10) a Afasc classificou o movimento como uma "disputa político-eleitoral" e prometeu medidas administrativas e jurídicas para manter o atendimento às 6 mil crianças beneficiadas pela instituição.