Negociadores de Israel e do grupo terrorista Hamas chegaram ao Cairo, neste domingo, 5 de outubro, para uma rodada de conversas que pode definir o futuro da guerra na Faixa de Gaza. As negociações, mediadas pelo Egito e pelos Estados Unidos, têm como principal objetivo a implementação do plano de paz proposto pelo presidente americano Donald Trump e a libertação dos reféns.
A comitiva israelense, enviada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, é esperada para iniciar os trabalhos nesta segunda-feira. Do lado americano, estão presentes o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se mostrou otimista, afirmando que “90% do acordo está concluído” e que a expectativa é finalizar rapidamente a logística para a primeira fase.
Uma fonte do Hamas disse à agência de notícias AFP que o grupo busca um resultado positivo nas negociações para iniciar “imediatamente” a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos. O plano de Trump, que já recebeu uma resposta positiva do Hamas, prevê um cessar-fogo, a libertação dos reféns em até 72 horas, a retirada gradual das tropas israelenses de Gaza, o desarmamento do Hamas e o exílio de seus combatentes.
Em discurso televisionado no sábado, Netanyahu disse que enviou sua equipe para “finalizar os detalhes técnicos” e que espera que “todos os reféns mantidos em Gaza sejam trazidos de volta nos próximos dias”. O canal “Al-Qahera News”, ligado à inteligência egípcia, confirmou que as negociações serão indiretas.
O presidente Donald Trump, por sua vez, alertou que não “toleraria qualquer atraso” na implementação do seu plano. Ele também revelou que Israel aceitou uma “linha de retirada” de 1,5 a 3,5 km dentro das fronteiras de Gaza e que um cessar-fogo “entrará imediatamente em vigor” assim que o Hamas aceitar.
Essa intensa movimentação diplomática ocorre a apenas dois dias do segundo aniversário do ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023.