Na política, a imagem é o capital. Ela importa na construção e manutenção da narrativa. É ela, a imagem, quem irá materializar posicionamento e atrair atenção e abertura.
Entender a aparência como uma ferramenta de expressão de causas e posicionamentos amplia a visibilidade, expande a comunicação e a faz chegar mais longe, atingindo mais pessoas. É superficialidade acreditar que a imagem não é relevante quando o assunto é gerar conexão.
A primeira forma de contato é a visual. Na imagem as emoções são despertadas e as opiniões começam a brotar. É através deste primeiro contato que o caminho ficará livre e aberto ao diálogo. Agora sim, passado o impacto inicial causado pelo código visual, é o momento de envolver contando uma história.
“Se você me mostrar algo posso entender, mas se você me envolver jamais vou me esquecer.” (Provérbio chinês)
A mensagem é comunicada ao outro, com maior clareza, quando a imagem e o conteúdo são coerentes, quando não há ruídos (interferências) que impeçam a compreensão do que é dito pelo discurso verbal.
Pensar a imagem com intencionalidade, atribuindo a ela o valor de vitrine de nós mesmos, nos permite atingir maior potencial expressivo na comunicação de opiniões, pautas, bandeiras e realizações.
A imagem precisa reforçar intenções, discursos, bandeiras e causas.
Sair de casa de “qualquer jeito” dá licença ao público para entender de “qualquer jeito” também o que é dito.
Na política, é essencial que a história envolva e que a imagem fique gravada de modo positivo, se mantendo na lembrança e sendo reavivada sempre que o nome for mencionado, visto ou ouvido.
Como diz o provérbio chinês acima, envolva e jamais será esquecido.
Envolva pela imagem e pela história.
Aline Savi é advogada, consultora de imagem pública, personal stylist, especialista em etiqueta e pós graduada em marketing político e comunicação eleitoral. Nesta coluna semanal fala sobre imagem e comunicação política.