A instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS trouxe uma surpresa no Congresso Nacional. Até os últimos dias, o senador Omar Aziz (PSD-AM) era considerado o nome mais cotado para assumir a presidência da comissão, com apoio direto do governo federal. No entanto, uma articulação no Legislativo mudou o cenário e resultou em uma derrota significativa para o Planalto. O cargo de presidente acabou sendo ocupado pelo senador Carlos Viana (Podemos–MG), enquanto a relatoria foi confiada ao deputado Alfredo Gaspar (União–AL), ambos alinhados à oposição, um claro indicativo da força do Legislativo fora da base governista. Essa reviravolta fragiliza ainda mais a base governista no Congresso e sinaliza dificuldades crescentes na condução de pautas estratégicas do Executivo no interior da comissão. Por fim, na coluna anterior, estava a citação de Omar Aziz, como Presidente, tamanha a certeza da eleição dele.
A CPMI foi criada para apurar essas e outras possíveis irregularidades na gestão do Instituto Nacional do Seguro Social. É esperado que se torne palco de intensos embates políticos, já que os envolvidos são figuras de expressiva relevância no cenário político-institucional e o tema impacta diretamente milhões de beneficiários.
Entre as pautas prioritárias da CPMI está a sabatina de figuras centrais na crise do INSS, como:
O Senado também criou nesta quarta-feira (20) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Adultização, destinada a investigar crimes cometidos contra crianças e adolescentes, incluindo denúncias de pedofilia e abuso on-line. O anúncio foi feito em Plenário pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre. A CPI será composta por 11 membros titulares e 7 suplentes, terá prazo de 180 dias e limite de despesa de R$ 400 mil. As lideranças partidárias deverão indicar os integrantes do colegiado (de acordo com o critério da proporcionalidade, que considera o tamanho de cada legenda na Casa). O pedido de criação da comissão foi apresentado em conjunto pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pelos senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Magno Malta (PL-ES). (Fonte: Agência Senado)