“Só saio no caixão”: quem era a Diaba Loira, executada após trocar de facção no RJ

Na noite de quinta-feira (14), Eweline dos Passos Rodrigues, de 28 anos, mais conhecida como Diaba Loira, foi morta a tiros em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), não havia operação policial no momento, e a principal linha de investigação aponta para uma guerra de facções. […]

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Na noite de quinta-feira (14), Eweline dos Passos Rodrigues, de 28 anos, mais conhecida como Diaba Loira, foi morta a tiros em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), não havia operação policial no momento, e a principal linha de investigação aponta para uma guerra de facções. Moradores relataram intenso tiroteio na região antes da descoberta do corpo.

gyz08krxmaafgom.jfif Foto: Reprodução/Internet

Histórico criminal e trajetória de fuga

Natural de Tubarão, Eweline tinha três mandados de prisão — dois expedidos pelo Tribunal de Justiça catarinense — e uma condenação definitiva de 5 anos e 10 meses em regime fechado.

De acordo com informações do Portal ND, segundo a Polícia Civil de SC, a catarinense entrou para o crime após ter sido vítima de uma tentativa de feminicídio em Capivari de Baixo, município vizinho a Tubarão, cometida pelo ex-companheiro. Após o episódio ela fugiu para o Rio e ingressou no Comando Vermelho (CV). Nas redes sociais, passou a exibir armas e frases de efeito, conquistando seguidores; um de seus perfis tinha mais de 70 mil seguidores até sexta-feira (15).

diaba-loira-do-cv.jpg Foto: Reprodução/Internet

Rompimento e alvo de facção rival

Eweline participou de confrontos armados na Gardênia Azul, área de disputa entre o CV e milicianos, mas rompeu com a facção e passou a apoiar o Terceiro Comando Puro (TCP). Essa mudança fez dela alvo de ameaças da antiga organização.

Ela começou a divulgar mensagens ligadas à Tropa do Coelhão, grupo do TCP comandado por William Yvens Silva, no Complexo da Serrinha, próximo ao local de seu assassinato. Para marcar a lealdade à nova facção, fez uma tatuagem nas costas com referências ao Coelhão e ao chefe da facção, Lacoste, o traficante Wallace de Brito.

Há cerca de um mês, o Disque Denúncia divulgou cartaz oferecendo recompensa por informações sobre seu paradeiro, e a polícia acreditava que ela estivesse escondida na Bahia.

whatsapp-image-2025-08-15-at-17.29.09.jpeg Foto: Reprodução/Internet Morte em meio à disputa

O assassinato ocorreu em um contexto de confrontos quase diários entre CV e TCP no Morro do Fubá, área controlada pela facção rival. O corpo de Eweline foi encontrado por volta das 23h40, na Rua Cametá.

Com informações do Portal ND+ e Portal G1