Nossas roupas precisam contar uma história a nosso respeito. Elas nunca dirão tudo, mas têm que trazer identidade. Já para o político, devem ir além disso, devem mostrar habilidades, pontos fortes, posicionamentos, bandeiras e, ainda, projetá-lo como uma fonte confiável de informações.
É coisa hein?!
As estratégias tem que estar afinadas. Incluindo a narrativa de imagem pessoal. O código visual deve agir como ferramenta de promoção pessoal.
Porque a imagem, aliada à atitude certa, gera influência e visibilidade.
Imagem marca.
Quer ser lembrado por seu público? Que haja realmente uma conexão?
Comunique-se com clareza através da sua narrativa visual. Fale através daquilo que decide vestir, transforme esta linguagem não verbal num instrumento de reafirmação de posicionamentos e bandeiras.
Se você é jovem e tem como foco este público, para que descaracterizar esta afinidade e querer vestir-se com formalismos exagerados?
Se o objetivo é o público mais maduro é essencial alinhar características à este público e suas expectativas.
É possível e, mais do que isto, imprescindível manter-se fiel às próprias referências e personalidade.
Autenticidade vale ouro!
O político precisa estar afinado com seu público, com seu eleitor. É fundamental falarem a mesma língua, incluindo a linguagem não-verbal. Uma vez que, 55% da nossa impressão sobre o outro é não verbal (aparência física e expressão facial e corporal).
Para que o discurso tenha crédito é indispensável que a imagem reafirme visualmente o que dizem as palavras. Do contrário, corre-se o risco de não atingir o público desejado e inviabilizar toda a estratégia de comunicação.
Comunicação política também é feita através do código visual.
Aline Savi é advogada, consultora de imagem pública, personal stylist, especialista em etiqueta e pós graduada em marketing político e comunicação eleitoral. Nesta coluna semanal fala sobre imagem e comunicação política.