A primeira impressão

“A unidade básica para as mentes é a imagem, que pode ser de uma coisa, do que uma coisa faz, do que a coisa faz você sentir, do que você pensa sobre a coisa, ou das palavras que traduzem qualquer um desses itens ou todos eles.” (O Cérebro e a Moda)  A primeira impressão funciona […]

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“A unidade básica para as mentes é a imagem, que pode ser de uma coisa, do que uma coisa faz, do que a coisa faz você sentir, do que você pensa sobre a coisa, ou das palavras que traduzem qualquer um desses itens ou todos eles.” (O Cérebro e a Moda) 

A primeira impressão funciona como uma fotografia, nosso pensamento age sob a forma de imagens mentais. Então, a partir deste instante, passamos a avaliar quem nos causou a impressão, sendo ela boa ou ruim. Sensações, opiniões, sentimentos serão despertados. 

O primeiro contato é determinante para indicar como será a continuidade da relação, se a interação terá abertura ou se a primeira avaliação precisa ser revista. 

Agora, imagine um político que tem somente um encontro (e, às vezes, nem tem a possibilidade de conversar direta e individualmente) para poder causar uma impressão positiva e duradoura, já pensou? 

A primeira impressão precisa, definitivamente, ser marcante. 

A imagem pessoal é aliada ao longo de toda a vida política, quer dizer, ela precisa ser vista e cuidada como tal, não só em época de campanha, mas ao longo de toda a carreira. Construir uma postura pessoal distinta, alinhar-se à altura de seus propósitos e posicionamentos, bem como, entender que imagem é a comunicação mais poderosa, isto torna a mensagem mais eficiente. 

Imagem não é algo estático, ela está em movimento. Uma vez que, ao se apresentar, nossos gestos, olhar e postura farão parte do impacto da primeira impressão. Tudo conta. O conjunto precisa ser coerente. 

A verdade é que um primeiro contato malsucedido pode atrapalhar a continuidade de uma relação. Roupa não ganha eleição, mas um visual desatualizado e bagunçado pode atrapalhar, e muito. 

O traquejo social, ou falta dele, é um fator que tem muito peso na hora de validar ou não uma primeira impressão. A atitude é irmã inseparável do código visual.  

A atitude errada poderá fazer cair por terra a estratégia de imagem de um político. Assim como, um comportamento embaraçoso de um membro de sua equipe, também poderá arranhar sua imagem. A equipe que assessora é uma extensão da marca de um político. 

Credibilidade também se prova através da imagem. 

Um candidato, para expandir sua rede e atingir seu público, precisa tornar marcantes as impressões a seu respeito, e não tem como fazer isto sem passar pelo código visual. 

 

 

Aline Savi é advogada, consultora de imagem, especialista em etiqueta e pós graduanda em marketing político e comunicação eleitoral. Nesta coluna semanal fala sobre imagem e comunicação política.